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quinta-feira, fevereiro 22, 2024

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Música brasileira na tela: BOA Music Rights se une à GMS Brasil e leva o trabalho de artistas brasileiros a filmes, séries e campanhas

Em uma movimentação inovadora no cenário musical brasileiro, a GMS Brasil (Guilda dos Supervisores Musicais) será lançada oficialmente durante o evento MUSIC Trends, no dia 26 de outubro, no Rio de Janeiro. A iniciativa, que promete impulsionar a música brasileira no mercado audiovisual, tem apoio da BOA Music Rights.

No turbilhão da era digital e com a mudança constante de como a música é consumida, artistas buscam novas maneiras de alcançar seus públicos. Neste sentido, a sincronização, ou seja, quando a música é adicionada no audiovisual (criando climas e enriquecendo as cenas de filmes, séries e novelas), surge como uma importante via de disseminação da obra daquele artista. E é neste contexto que o trabalho da supervisão musical se faz necessário, fazendo a ponte entre o universo musical e o audiovisual.

O lançamento da GMS Brasil tem a participação de Joel C. High, atual Presidente do Guild Americano, principal referência global dessa indústria, A GMS Brasil será liderada por Patrícia Portaro e Mário Di Poi supervisores musicais responsáveis por assinar a supervisão musical de dezenas de filmes, documentários e shows de TV nacionais e internacionais.

O GMS Brasil tem como objetivo principal a educação da indústria e a formação de profissionais da área de supervisão musical e sincronização. Não somos um sindicato e sim uma entidade educativa para os setores musical, audiovisual, publicitário e de games, e o apoio de uma empresa tão importante no cenário musical como a BOA Music Rights é fundamental porque juntos vamos fortalecer a comunidade de sync”, afirma Patrícia Portaro, co-presidente da GMS Brasil ao lado de Mario di Poi, supervisor musical e co-fundador da INPUT.

Mas, o que faz exatamente um supervisor musical? 

Bem, são eles que têm o discernimento e a habilidade de selecionar faixas musicais específicas para dar vida e emoção a obras audiovisuais, como séries e filmes. Além da parte criativa, o trabalho possui várias outras etapas como as negociações e obtenção das licenças musicais, acompanhamento de gravações originais ou covers, acompanhamento no set de filmagem e checagem dos cortes e cuesheets. É uma arte e uma habilidade essencial no mundo do entretenimento moderno.

O trabalho de supervisão musical é portanto mais uma maneira de os artistas levarem suas obras a novas audiências e, ao mesmo tempo, terem uma justa remuneração por outras fontes, além dos shows e plays nas plataformas de streaming de música.

Joel C. High e Patrícia Portaro participam da apresentação da GMS Brasil, no evento Music Trends

No epicentro desse mercado emergente, a BOA Music Rights surge como uma referência. Com um catálogo de artistas selecionado com extremo cuidado, a BOA apresenta aos supervisores musicais opções que vão além dos hits comerciais. Devido a seu catálogo estabelecido com curadoria, é possível fugir do óbvio e dos grandes hits, para trilhas de cenas, personagens e obras audiovisuais específicas.

O trabalho da Boa parte da curadoria e do conhecimento preciso de cada obra musical do nosso catálogo. Por isso reconhemos nos supervisores musicais parceiros fundamentais para levar nossa música para os mais distintos projetos audiovisuais. Há total sinergia entre os nossos trabalhos à medida que os nutrimos criativamente com nossas indicações musicais”, afirma, Fernando Dourado, Coordenador Comercial e Artístico Boa Music Rights.

Até setembro de 2023, a BOA Music Rights realizou a sincronização de mais de 120 faixas de artistas brasileiros em obras audiovisuais, desde grandes nomes como Arnaldo Antunes, Racionais MCs, Lenine, Jards Macalé e Itamar Assumpção, até de jovens artistas, como Rubel, Duda Beat, Marina Sena e Rachel Reis.

A música “Já sei namorar”, de Arnaldo Antunes, foi apresentada pela BOA e selecionada para o jogo de vídeo-game FIFA-23. Enquanto Lenine teve a sua “Jack soul brasileiro” escolhida pela Globoplay para trilha da série “A Vida Pela Frente”. “Vapor Barato”, clássico de Jards Macalé entrou em “Transmusical”, série do Canal BIS e Globoplay.

Rachel Reis, sob gestão da BOA, viu sua “Maresia” chegar a milhões de lares brasileiros através da novela Fuzuê, da TV Globo. O mesmo aconteceu com Marina Sena, que teve a música “Pelejei” como tema da personagem Xaviera, interpretada pela atriz Giovana Cordeiro, na novela “Mar do Sertão”. E a pernambucana Duda Beat teve nada menos do que 4 músicas incluídas em obras audiovisuais neste ano.

De acordo com Heloisa Aidar, diretora sócia da BOA Music Rights, “o apoio da BOA a mais esta iniciativa vem pra reforçar o nosso compromisso em pulverizar as obras que representamos mundo afora, e tentar quebrar esta barreira que muitas vezes transforma o Brasil em uma ilha. A Patrícia Portaro, tem feito um excelente trabalho neste sentido, e nossa parceria já vem sendo construída há um bom tempo. Onde ela estiver, queremos estar também.”

Em tempos em que a paisagem musical está em constante evolução, a regulamentação da profissão de supervisor musical promete um farol que guia artistas, produtores e editoras de música através das águas, por vezes, turbulentas da indústria musical.

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