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Afro-Memória: “Malcom X”

por Dj Abraão

Mês de maio de 2012 vamos do grande revolucionário Malcolm X, que infelizmente foi assassinado no dia 19 de maio de 1965, como sempre faço segue um resumo da sua biografia, Malcolm X, foi uma grande referência pra mim no que se diz respeito a resistência, uma delas é não aceitando o suborno quando ofereceram a ele, casa nova e carro novo, sendo que a própria instituição que ele fazia parte deveria cuidar disso sem tentar comprar Malcolm X, pois ele tinha uma missão a cumprir, e sabia dos perigos que corria, mas Malcolm X sua morte não foi em vão, você morreu para que a luta continue. (King Nino Brown – Zulu Nation Brasil)

Al Hajj Malik Al-Habazz, mais conhecido como Malcolm X (originalmente registado Malcolm Little, 19 de maio de 1925, Omaha, Nebraska — assassinado em 21 de fevereirode 1965, Nova Iorque), foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nosEstados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiraçãosocialista. Ele era um defensor dos direitos dos afrodescendentes , um homem que conseguiu mobilizar os brancos americanos sobre seus crimes cometidos contra os negros. No entanto, foi acusado de propagar o racismo, a supremacia negra, o anti-semitismo e a violência. É descrito frequentemente como um dos mais importantes e mais influentes negros da história. Em 1998, a influente revista Time nomeou aAutobiografia de Malcolm X um dos 10 livros não fictícios mais importantes do século XX.

Malcolm X nasceu em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Quando estava com seis anos, seu pai Earl Little, um dedicado trabalhador para UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro) foi violentamente assassinado. Após brutal espancamento, foi jogado na linha do trem com corpo quase partido em dois, ainda não morreu ali, agonizou mais algumas horas.

Louise Little, mãe de Malcolm, aos 34 anos assumiu o sustento dos seus oito filhos. Por ter sido concebida do estupro de uma mulher negra por um homem branco, ela possuía pele clara e arrumava empregos domésticos. Os empregos duravam até descobrirem que ela era de origem negra. Louise também passou a receber dois cheques, um pensão deviúva, outro da assistência social. Este dinheiro não era suficiente, e com seu desemprego frequente a família tornou-se praticamente indigente. As assistentes sociais do governotentavam convencer Louise a encaminhar seus filhos para lares adotivos, ao que ela se opunha. Posteriormente passaram a questionar sua sanidade mental. Louise passou por intensas pressões que a levaram a um colapso nervoso e foi internada em um hospital para doentes mentais. Nessa altura, Malcolm já havia sido adotado e, em 1937, viu sua família ser separada.

Os dois irmãos mais velhos, Wilfred e Hilda foram deixados à própria sorte: Philbert foi levado para casa da família em Lansing; Reginald e Wesley foram viver com a família Williams; Yvone e Robert com a família McGuire.

Elogio e traição

Malcolm fundou um jornal chamado “Muhammad Fala” que levou revistas mensais a darem reportagens de capa sobre os muçulmanos negros. Não demorou muito para que Malcolm fosse convidado para participar de mesas redondas de rádio, televisão e universidades, entre elas Harvard, para defender a Nação do Islã, enfrentando intelectuais negros e brancos.

Elijah Muhammad disse para Malcolm: “Quero que você se torne muito conhecido, pois você se tornando conhecido, também me tornará conhecido”. Malcolm tornou-se realmente conhecido, tornou-se uma personalidade americana que muitas vezes chamou a atenção do cenário mundial, mais do que Martin Luther King e o presidente John F. Kennedy.

O seu destaque gerou ciúmes no próprio Elijah que não possuía a coragem e perspicácia de Malcolm para discutir, por exemplo, com professores universitários. A intensa exposição e repercussão da figura de Malcolm X contribuíram para alimentar entre os enciumados muçulmanos negros o boato que ele tentaria tomar o controle da Nação do Islã.

Duas antigas secretárias de Muhammad entraram com processo de paternidade. Malcolm ao conversar com elas descobriu que enquanto Elijah Muhammad o elogiava pela frente, tentava destruí-lo pelas costas, e aguardava o momento oportuno para afastá-lo. A morte de John Kennedy e a declaração polêmica de Malcolm a respeito foi o ensejo.

Ele que tanto se dedicou e com certeza foi uns dos principais (senão o principal responsável) pelo crescimento da Nação do Islã, foi afastado. Malcolm em seu trabalho árduo, praticamente, não adquiriu bens materiais. Bens que poderiam gerar algum conforto à sua família, no caso de sua falta, porém sempre acreditou que se alguma fatalidade lhe ocorresse, os muçulmanos negros cuidariam de sua família.

Malcolm ficou sabendo do seu banimento através da imprensa. Sofreu humilhações públicas com manchetes como: “Malcolm silenciado”. Os muçulmanos negros também conspiraram para que ele fosse considerado traidor, a punição para a traição é o ostracismo e a morte.

Importância histórica de Malcolm X

Malcolm X com o outro importante ativista americano Martin Luther King Jr..

Malcolm X conduziu uma parte domovimento negro nas décadas de 50 e 60, defendendo três pontos fundamentais:

O islamismo;

A violência como método para auto-defesa e O socialismo;

Apesar da religião ter sido a porta de entrada para Malcolm X perceber todos os problemas sociais enfrentados pelos negros, pouco a pouco, ele percebeu a questão do negro não era uma questão apenas de carácter teológico, mas sim, uma questãopolítica, econômica e civil. Foi a partir daí que os meios de comunicação exploraram suas declarações mais ácidas. Malcolm percebeu que a violência não era uma forma de barbárie, mas um meio legítimo de conquistas, pois todas as mudanças históricas se deram de maneira violenta. A violência proposta era, portanto, uma metodologia de transformação e não uma barbárie gratuita.

O socialismo de Malcolm foi consequência da evolução de seu pensamento, após ser traído por membros da Mesquita Templo Número Dois, gradativamente ele percebeu que a questão do negro passava pela estrutura do capitalismo. Desta nova forma de pensar surgiu a Organização da Unidade Afro-Americana, um grupo não religioso e não sectário, focada nos problemas sociais das minorias sociais na sociedade capitalista americana. A sua opção pela violência e pelo socialismo foi de vital importância para os rumos que os movimentos negros tomaram ao fim da década de 60, tal como os “Panteras Negras”, também partidários da violência enquanto método e do socialismo enquanto ideologia política.

King Nino Brown – Zulu Nation Brasil

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