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Bebé expande o universo de “Dissolução” com videoclipes: “Meu Peito” e “Se Tocar”

Ampliando o universo de “Dissolução”, seu terceiro álbum, Bebé apresenta os videoclipes de “Meu Peito” e “Se Tocar”. Os trabalhos levam para o audiovisual a investigação sobre transformação, identidade e afeto que atravessa o disco, propondo novas formas de experimentar a obra.

Primeiro álbum produzido musicalmente pela própria artista, em parceria com Felipe Salvego, “Dissolução” marca uma nova etapa na trajetória de Bebé ao aprofundar uma pesquisa que aproxima a canção brasileira da liberdade do jazz e da linguagem do indie contemporâneo. O trabalho reúne participações de Tássia Reis, Tuyo, Brisa Flow, Marissol Mwabá e Ana Karina Sebastião em um percurso que investiga estados de mudança, desapego e reconstrução.

Sobre a escolha de transformar “Meu Peito” em videoclipe, Bebé conta: “‘Meu Peito’ eu queria filmar como um sonho. Uma noite chuvosa de outono, eu sentada numa escada com uma guitarra de pelúcia, plugada no amplificador do meu tio-avô, dos anos sessenta. Cada degrau daquela escada é um degrau desse momento de me reencontrar comigo mesma. É o lugar onde eu me sinto mais em casa, e antes de me abrir pra qualquer outra pessoa, eu precisava passar por ali.”

As duas faixas escolhidas para ganhar versões audiovisuais ocupam lugares centrais nessa narrativa. “Meu Peito”, que abre o álbum, transforma uma aparente canção de amor em um exercício de autoacolhimento. Embora a letra pareça endereçada a outra pessoa, a música nasce de um diálogo da artista consigo mesma, propondo um reencontro com a própria complexidade.

“Se Tocar”, parceria com Ana Karina Sebastião, desloca esse percurso para o encontro com o outro. A faixa investiga o toque como linguagem capaz de comunicar sentimentos que escapam às palavras, refletindo sobre presença, liberdade afetiva e as transformações que acontecem a partir desse encontro.

Sobre esse segundo videoclipe, a artista explica: “Depois desse encontro comigo mesma, ‘Se Tocar’ já é outro movimento. Eu queria mais silencioso, mais contemplativo. Eu no meio do mato, perto de uma cachoeira, só me curtindo naquele espaço, mas já pronta pra dividir esse lugar com alguém. O minimalismo ali comunica o que a música fala sobre presença, sobre se permitir sentir sem pressa, depois de ter se encontrado primeiro.”

Nos dois trabalhos, a performance ocupa o centro da narrativa. A construção visual reúne Mariana Maria na direção, Pedro Bitencourt na direção de fotografia, Alessandra Salvego na direção de arte e Bia Pompeia como assistente de câmera.

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