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Disco Rap: “Tarja Preta” do poeta GOG

por Jefferson Ferreira

Em 2004, o poeta do rap nacional Genival Oliveira Gonçalves, o GOG, mostrou que “O Amor Venceu a Guerra” lançando seu sétimo álbum (sem contar as coletâneas), o disco duplo “Tarja Preta”. O projeto foi idealizado pela sua gravadora, a Só Balanço e lançado pelo selo Face da Morte Produções, do grupo de Hortolândia, e com produção de Diogo Santos.

O álbum entrou para história do rap nacional por apresentar o clássico “O Amor Venceu a Guerra”, que trouce participação do grupo A Tríade nos backing vocals, uma canção que fala do relacionamento de um traficante com moradora da favela. “É O Crime” foi outra canção muito executada, além de “A Ponte (Lenine e Eu)”, que trouxe samples e colagens do músico pernambucano, e mais tarde rendeu uma participação do GOG no DVD Acústico MTV de Lenine.

GOG trouxe um repertório diversificado que vai desde uma balada latina em “Sonhos Latinos”, com participação de Ellén Oléria, ao original funk e soul em “Lei de Gerson”, passando pelo punk rock em “Dia de Fúria”, com participação de Alex Podrão. A MPB sempre esteve presente nos trabalhos de GOG e em “Tarja Preta” não é diferente, na faixa “A Ambição Falou” temos um coral no melhor estilo Demônios da Garoa, formado por Carol e Pitbull, e na música “G.O.G No Jogo” a genialidade de Jorge Bem é sampleada numa co-produção assinada por Ariel Feitosa.

O disco ainda traz a faixa “O Incendiário”, que apresenta o grupo A Família, com os rappers Gato Preto e Demis Preto Realista, esse último participando também da faixa título, “Tarja Preta”. Há também a música “Próxima Parte”, uma espécie de “Brasil com P parte II”, com a mesma contundência e criatividade, com todas as palavras da letra iniciadas com a letra P, inclusive no álbum “Cartão Postal Bomba – Ao Vivo”, as duas letras foram juntadas em uma única “Brasil com P” que contou com os vocais de apoio de Maria Rita.

O poeta G.O.G dispensa qualquer apresentação ou linha que reforce o quão importante é sua figura para o rap nacional, o disco “Tarja Preta” apenas trouxe um Genival Oliveira Gonçalves mais maduro e experiente, mas com a mesma destreza de sempre. Apesar do álbum entregar aquilo que os fãs esperavam, o disco é uma das joias do nosso rap, tanto em letras, produção e relevância, GOG mesmo depois de anos de estrada sempre surpreende entregando trabalhos inovadores, e foi isso que o poeta fez em 2004, nos presenteou com um disco atemporal, a frente do tempo e que ecoa nos barracos até hoje.

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