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Slam do 13, uma das primeiras batalhas de poesia falada do país, comemora oito anos em julho com programação especial

Slam do 13, uma das primeiras batalhas de poesia falada do país, comemora oito anos em julho com programação especial

por ZonaSuburbana

O Slam do 13, uma das cinco primeiras batalhas de poesia falada do país, que acontece mensalmente na plataforma do Terminal Santo Amaro – Metrô Largo Treze (linha lilás), em São Paulo, comemora oito anos em julho. Para comemorar, apresenta uma programação especial durante o mês em suas redes sociais: duas edições do Salvê, em que um poeta convidado ocupa o Instagram do Slam durante 24h com conteúdo próprio, e encerra a participação com um pocket poesia ao vivo; e uma edição especial da batalha com 13 poetas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O Slam do 13 surgiu em 2013 a partir da inquietação de um grupo de poetas que se conheceram em saraus periféricos, e sentiram vontade de promover um evento cultural com o objetivo de fomentar a literatura independente. “Nosso lema é ‘A poesia é quem vence, sempre’, e falamos isso porque ainda que se trate de uma competição, o Slam é antes de tudo um espaço de escuta. Mesmo o poeta vencedor, fala apenas três vezes. Todos no Slam ouvem mais do que falam, e isso promove uma troca muito forte, é uma injeção de sentimento muito potente, transforma de verdade”, comenta Thiago Peixoto, um dos organizadores do Slam, junto com Caio Feitoza, Eduardo Dias, João Victor Cayres, Laura Nobrega e Maitê Costa.

Para Thiago, a presença do público no Terminal Santo Amaro toda última segunda-feira do mês, a noite, para acompanhar poesia, é representativo: “As vezes o desafio maior da pessoa é estar ali, tentando se reconhecer, pertencer à alguma coisa, ou se afastar de algo, ou de repente só mudando seu cotidiano, ou admirando, aprendendo, adquirindo coragem pra falar em público, enfim, cada um está ali por alguma razão, no seu processo, e todos se superam no Slam, afinal, diante de tantas distrações e possibilidade de entretenimento massificado para se consumir, as pessoas decidem por adiar a ida para casa, para ouvir poesia. Tem algo de especial nisso, por isso a poesia é quem vence, sempre”, completa. 

Em oito anos, o Slam teve cerca de 104 edições, com duas batalhas cada. Antes da pandemia, quando era possível realizar o evento presencialmente, a programação começava com microfone aberto para as pessoas que queriam participar, mas não batalhar, seguida de duas competições na mesma noite, decididas em três rodadas eliminatórias: o 13zinho, com poemas autorais de até 13 segundos; e o 13ÃO, também com poemas autorais, mas de até três minutos. No final do ano, acontece a batalha final, com os vencedores de cada mês, que classifica um participante de cada categoria para uma vaga no Slam SP – Campeonato Paulista de Poesia Falada. Neste ano, a batalha final acontece em agosto.

Neste tempo, passaram pelo Slam do 13 poetas de todos os cantos da cidade e do país, inclusive alguns que se classificaram para a disputa mundial, que acontece anualmente em Paris, na França: Emerson Alcalde – que venceu a primeira final, em 2013, e garantiu sua vaga para o Slam SP, onde se classificou para o mundial,  e Luz Ribeiro, primeira mulher campeã do Slam BR, em 2016, disputando a mundial em 2017 – foi uma das fundadoras do Slam do 13.

Com a pandemia, e preocupados com o efeito da crise, principalmente na cena da literatura periférica, começaram a realizar, de forma online, o Slam do 13 Emergencial, junto com uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar verba e dividir entre os poetas convidados de cada edição. Foi a partir  desse novo cenário que surgiram o Salvê e o Conversa 13 como quadros mensais nas redes sociais. Em 2021, o projeto foi contemplado na 5ª edição Da Lei De Fomento à Periferia, em parceria com a secretaria municipal de cultura de São Paulo e, a partir desse apoio, já efetuou a contratação de mais de 60 poetas para atuarem nessa programação online, com cachês que variam de 300 a 500 reais a depender da atividade, uma complemento de renda importante para esse artistas, nesse período em que todas as atividades culturais estão paradas.

Em comemoração ao aniversário do Slam, os poetas Michele Santos e Marcio Ricardo são os convidados do Salvê, nos dias 15 e 29 de julho, respectivamente; Eveline Sin, autora dos livros Devolva Meu LadoDe Dentro, Na Veste Dos Peixes As Palavras De Ontem, Manga Espada, Capim Santo e Fevereiro participa do Conversa 13, no dia 12; e, no dia 26, acontece uma Batalha especial. O Slam já teve outras edições especiais, realizadas em parceria com a Prefeitura de São Paulo, SESCs (Interlagos, Registro, Pinheiros, Campo Limpo e Santo Amaro) Nike Battle Force e RedBull Station.

PROGRAMAÇÃO ANIVERSÁRIO DE OITO ANOS DO SLAM DO 13 NO IG @slamdo13

SALVÊ

Os poetas ocupam o Instagram @slamdo13 com conteúdos próprios por 24h, e finalizam a participam com um pocket poesia ao vivo

Dia 15 de julho, com Michele Santos (@michele.santos.todaviapoesia); pocket poesia ao vivo às 19h;

Dia 29 de julho, com Marcio Ricardo (@poeta_marcioricardo); pocket poesia ao vivo dia às 19h.

BATALHA SLAM DO 13 OITO ANOS

Dia 26 de julho, às 19h

Poetas participantes:

Catherine Moreira (SP)

Daniel Minchoni (SP)

Edinho (SP)

Ingrid Martins (SP)

Kimani  (SP)

Laura Conceição (MG)

Lews Barbosa (SP)

Luz Ribeiro (SP)

MC Martina (RJ)

Mel Duarte (SP)

Pam Araujo (SP)

Piê Poeta (MG)

Tom Grito (RJ)

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