A percussionista, baterista, cantora e compositora Michelle Abu lança, no dia 12 de maio, o single “Qual é”, em colaboração com a rapper Karol Conká. A faixa antecipa o álbum “Qual é o Tambor”, que chega no dia 26 deste mês, e se apresenta como o eixo conceitual do projeto, propondo uma reflexão sobre identidade, escuta interna e conexão com o próprio ritmo.
Mais do que uma colaboração, o encontro entre as duas artistas parte de uma relação construída ao longo dos anos e ganha forma em uma faixa pensada desde a origem para esse diálogo. “Trabalho com Karol há oito anos e sempre fui apaixonada pela forma como ela canta. Um hip hop cheio de swing e identidade. Fiz a música e o refrão pensando nela e convidei ela pra fazer a letra e participar”, conta Michelle.
Tambor como Identidade
“Qual é” nasce a partir de uma pergunta central que atravessa todo o projeto: qual é o tambor que bate dentro de você? A partir dessa provocação, a música constrói uma narrativa que conecta emoção, desejo e identidade. “O refrão veio em seguida, qual é o tambor que bate dentro de vc? Que significa ‘qual o tamanho da sua emoção pelas coisas que você gosta? Do amor que você sente? Um tambor de samba reggae ou um tamborim?’”, explica.
A faixa também é responsável por nomear o álbum, sintetizando a proposta de Michelle Abu de colocar o ritmo como linguagem central da obra. Musicalmente, o single parte do pagodão baiano, gênero que se expandiu do Nordeste para o Brasil, e ganha uma leitura própria dentro do universo da artista.
A construção da faixa parte da percussão como elemento principal, característica marcante da trajetória de Michelle, que há três décadas pesquisa o ritmo como linguagem. “O pagodão é um ritmo de Salvador que conquistou o Brasil e o mundo. Quando eu saí de lá para morar em São Paulo em 2003 ele ainda não existia. Além de bacurinha eu utilizo também a pia e o tonel, que é uma marca do meu set de percussão”, diz.
Um Encontro de Trajetórias
O single marca o encontro entre duas artistas com trajetórias consolidadas na música brasileira, em um diálogo que amplia o alcance do projeto e reforça sua potência estética.
O lançamento se expande no audiovisual com um videoclipe dirigido por Duda Eduardo Souza (Canduda), que combina imagens geradas por inteligência artificial com efeitos práticos, criando uma estética híbrida que dialoga com o próprio conceito da música. Entre o orgânico e o tecnológico, o visual reforça a ideia de conexão entre ancestralidade e contemporaneidade, ampliando o universo do single.
“Como percussionista brasileira e baiana, dedico 30 anos da minha vida aos tambores, e venho com esse álbum enaltecer a nossa cultura, os nossos valores, os nossos ritmos e dizer que sem os tambores não existe música brasileira”, finaliza Michelle.
