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Jotapê - Onipresente

Jotapê estreia com seu primeiro EP, conheça “Onipresente”

por ZonaSuburbana

Jotapê é um jovem de 17 anos que vem recebendo destaque na cena pela sua participação nas mais diversas batalhas de MC’s do país. Desde 2019 realizando seus lançamentos, o rapper finalmente decidiu soltar o primeiro trabalho concreto de sua carreira, o EP “Onipresente”.

Contando com 5 faixas, todas produzidas pela dupla Ugo Ludovico e Pedro Senna, através da Bendita Gravadora, o EP traz uma viagem por diversos ambientes, construindo uma jornada de superação e progresso.

Onipresente” surgiu da ideia de estar em diversos lugares ao mesmo tempo, sem sair do mesmo, o que literalmente aconteceu na produção dos videoclipes que acompanham este trabalho, que foram realizados em um mesmo estúdio, com cenários que agregam na composição do storytelling da jornada do artista, que acontece por diversas atmosferas, mas no mesmo ambiente.

De todas as tracks, apenas duas já possuem videoclipes lançados, “Atlântida” e “Abissal”, mas ao longo do mês de dezembro o artista soltará o audiovisual de todo seu EP.

O EP traz uma viagem por diversas atmosferas, mostrando a ascenção do artista, saindo do nível mais baixo ao mais alto. “Onipresente” está disponível nas plataformas digitais de música.

Atlântida

Na ideia de mar, céu e terra, Atlântida é considerada como o menor ponto, por estar abaixo da linha do mar. Com isso, Jotapê conciliou sua cidade natal com a mitológica, tendo como propósito realizar uma metáfora entre Atlântida e a quebrada onde vive, mostrando que veio debaixo e referenciando a seguinte frase que costuma sempre mencionar: “Nós não viemos do zero, mas sim do -20”. O som traz a ideia de sair de um lugar com um propósito, o que poderá ser visto nos próximos lançamentos do rapper, que caminharão realizando uma ascensão não apenas musical, mas sim se desenvolvendo junto com a trajetória do artista rumo ao seus principais objetivos.

Abissal

A única love song do EP, a faixa não trata “Abissal” como um lugar, mas sim explora o conceito de amor abissal, desse modo, o artista utiliza da metáfora entre o lugar e a profundidade de sentimentos para dar forma ao seu conceito musical. A faixa tem como foco ressaltar a esperança sentimental, se unindo a comparação entre a zona abissal e o amor. “Seres abissais vivem na escuridão e muitos deles aprendem a desenvolver sua própria luz, ‘Abissal’ fala sobre você e a outra pessoa com quem você se relaciona consigam desenvolver sua própria luz, mesmo quando tudo parece escuro”, cita o artista.

Tellus

Do latim, Tellus significa Terra. Após sua viagem nas profundezas do oceano, Jotapê chega a Terra e se vê insatisfeito por estar naquele lugar. Com isso, ao longo do som o artista faz diversas críticas ao planeta e fala o quanto não se sente parte deste mundo.

Cosmos

Mesmo sendo a 4ª do EP, esta foi a primeira música a ser feita. A ideia da música surgiu quando Jotapê começou a repetir em sua mente a palavra “Cosmos” e percebeu que a sonoridade da palavra, ao ser repetida inúmeras vezes, traz a impressão de que está sendo falada a palavra “músicas”. 

Cosmos para o artista está relacionado sobre as pessoas serem as totalidades de  seus próprios universos. “Por mais que eu fale de uma viagem, em Cosmos eu não falo que estou no espaço, mas que eu me sinto no espaço. Como se eu não me sentisse mais parte do universo, mas sim que eu sou o universo.” — Jotapê.

Órbita

Em órbita, finalmente o artista chega ao nível mais alto. O conceito da faixa, diferente de Cosmos, está além do indivíduo criar um universo particular, mas sim estar de fato em meio às galáxias e sentindo que faz parte dela, pertencendo ao mesmo nível que o espaço. 

A autocrítica do artista surge nessa música, pois em “Tellus” ele cita: “amanhã ou depois me verão no universo” e faz críticas a Terra, como se aquele lugar fosse ruim, mas mesmo chegando ao ponto mais alto, o artista ainda não sente que aquele é o seu lugar. 

Uma lição que aprendi com tudo isso é que às vezes focamos estar em um lugar, mas nem sempre aquilo é o melhor pra nós”.

Onipresente” traz a ideia de alguém que veio de baixo e foi parar no ponto mais alto possível, mas que mesmo assim ainda não sente que esse é o seu lugar. Entretanto, a esperança de que há possibilidade de existir um lugar maior, que ainda não temos conhecimento, e que finalmente a sensação de pertencimento acontecerá, ainda vive.

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