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sexta-feira, fevereiro 23, 2024

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Dime Cronista desconstrói Cartola em homenagem à “mãe” Belém do Pará

Deixe me ir preciso andar”… Quem não se identifica com esse verso que ficou marcado na voz de Cartola só pode estar mentindo. A música “Preciso me Encontrar”, de autoria de Candeia, fala da nossa eterna procura, seja no “corre das notas”, no corre do amor, dos sonhos ou talvez até de algo inexplicável.

O mesmo verso também está presente em “Belhell” – novo trabalho do rapper paraense Dime Cronista.

Belhell foi algo que representou a minha própria desconstrução musical, de desconstruir o estilo (rap), e até mesmo de desconstruir pensamentos. Pra construir essa música tive que descontruir a melodia do Cartola pra chegar na minha própria construção”, explica Dime.

A música é um “devaneio” de Dime sobre sua vinda para São Paulo e uma homenagem à Belém, a “cidade-mãe” do rapper. A capital do Pará, segundo Dime tem uma forte tradição multicultural, que reflete na nova música, acústica, com referências que vão do pop-rock à MPB.

Fiz Belhell como ela fosse minha mãe. Cantarolei para algumas pessoas e elas diziam pra mim: parece que essa música você fez para sua mãe, mas às vezes parece que é pra cidade. E é exatamente isso, a vida é feita de conflitos e minha arte conflita diariamente até comigo mesmo pra eu poder chegar na inquietação de compor”, diz.

A música Dime é muito mais do que uma homenagem à sua terra, pois, de acordo com o músico, Belém acaba se tornando também o inferno astral do paraense. “Na época da pichação, de levar porrada da polícia, briga entre gangues, ver gente morrer, drogas. Esse lance de ver coisa muito ruim, muito novo. Isso me deu essa visão de rua, de entendimento de como chegar nos lugares, na quebrada, na casa dos outros”, frisa.

Belhell” é uma composição de Dime Cronista, com Giovani Felizati e Jonas Bento (Cortesia da Casa / Haikass), que colocou os baixos pra fechar o som. Dime assina a direção do intimista videoclipe, que foi gravado em uma tarde em São Paulo. Leonardo Gonçalves assina a edição e a fotografia. A produtora Tupã Filmes fez a captação de algumas imagens da capital paraense que aparecem em “Belhell”.

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