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Hip Hop com Erudito dá Samba!

por Dj Abraão

De 4 a 6 de Outubro, o Hip Hop de Rashid e Lurdez da Luz se encontra com o erudito da Orquestra Metropolitana, em apresentações que promovem um intercâmbio entre esses dois gêneros musicais.

Será que o cruzamento de dois estilos musicais tão distintos pode dar certo? A experiência é colocada em prática por um maestro, uma orquestra com 38 músicos, um coro com 16 vozes, dois rappers e um DJ que ocupam o palco do Teatro do Sesc Pompeia com um espetáculo que une o universo popular ao mundo erudito.

A partir dessa fusão de estilos, nasceu o projeto Hip Hop com Erudito dá Samba. Nele, Lurdez da Luz e Rashid emprestam suas vozes para os arranjos (bases) da Orquestra Metropolitana. As composições do hip hop encontram o lirismo da música clássica e se misturam aos sons eletrônicos do DJ Mr. Brown. O maestro Rodrigo Vitta fica responsável pela direção artística, regência e arranjo dessa apresentação, que conta ainda com projeção de Ricardo Botini e direção cênica de Zuzu Leiva.

Sem descaracterizar nenhuma das duas linguagens, o projeto traz um espetáculo formado por músicas de autoria dos rappers, mas com arranjo da Orquestra Metropolitana e um repertório com composições eruditas – que passam por compositores como Mozart e Verdi -, procurando mostrar que é possível juntar harmonicamente universos, formas, estéticas e instrumentos aparentemente opostos. O show tem, em seu repertório, músicas como “Hora de Acordar”, “Que Assim Seja”, de Rashid, e “Onomatopeias” e “Levante”, de Lurdez da Luz.

Em entrevista ao programa Metrópolis, da TV Cultura, Lurdez afirma que eles “estão tentando chegar nesse resultado do samba, que é a confraternização de todo mundo”. “O rap é uma música feita especialmente com influências de fora, desde o samba, música erudita e MPB. Então, para a gente é natural se intrometer em outros ritmos”, comenta Rashid, também em entrevista ao Metrópolis. Devanilson Furlan, animador cultural do Sesc Pompeia e mentor do projeto, conta que “o público de música popular [no caso, o rap] e erudita é muito distante um do outro. Queríamos trazer e mostrar que o erudito não é aquele estilo chato e maçante e também que o hip hop pode ser escrito em partituras e ser transformado em música erudita”. Ele ainda acrescenta que, “o objetivo é trazer esses dois públicos para um só concerto. O projeto em si é um ‘zap’ de tudo. Ora o coral canta hip hop, ora o pessoal do hip hop faz erudito”.

“O Sesc Pompeia trabalha muito com o gênero Hip Hop. Percebemos que não é só o pessoal que vem assistir ao hip hop, como o próprio Rashid e Lurdez da Luz, por exemplo, [eles] nunca tinham ido ao Theatro Municipal ou à Sala São Paulo e agora frequentam esses locais. O Rodrigo Vitta passou a explicar para eles esse universo do erudito e ensiná-los a ter uma noção de como ler as partituras”, explica Devanilson.

Confira a matéria sobre o projeto feita pelo Metrópolis (10/09/2013)

Fonte: SESC SP

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