Nídia Aranha é a artista e pesquisadora responsável pela direção criativa de “EQUILIBRIVM”, novo álbum da Anitta, um dos projetos mais simbólicos da carreira. Com lançamento marcado por uma abordagem mais intimista e brasileira, o trabalho propõe uma imersão em temas como espiritualidade, autoconhecimento e identidade cultural, traduzidos em uma construção estética integrada entre música e imagem. O convite para integrar o projeto surgiu no fim de 2025, após um encontro entre Nídia e a artista durante o Global Citizen Festival em Belém do Pará. A partir desse momento, teve início um processo criativo baseado em trocas profundas sobre trajetória, vivências e o desejo de construir um álbum voltado ao Brasil.
“Equilibrivm” se organiza como uma jornada simbólica e íntima, em que cada faixa ativa uma energia específica. A narrativa percorre diferentes momentos de fé e de festa estruturando o álbum como uma experiência sensorial, reflexiva mas também dançante. Essa construção também se reflete na direção criativa, que incorpora elementos afro-indígenas de representações ancestrais e a herança do folclore brasileiro como base estética. “Tenho profundo respeito e admiração pela artista e, principalmente, pelo lado humano da Anitta. Após o convite e ao longo das nossas conversas, conheci mais profundamente sua trajetória, atravessamentos, provações e vitórias, ali via muita poesia nessa mulher que fala com força e fé, mas que também carrega uma potência de festa e celebração. Equilibrivm nasce desse encontro entre o sagrado e o humano, como um projeto íntimo, quase confessional, construído dentro da casa da Larissa, ao lado de produtores e artistas reunidos em uma egrégora muito potente”, disse Nídia.



Nídia Aranha conduz a identidade de “Equilibrivm” como um sistema narrativo coeso com IV atos, referenciados na grafia do nome do álbum, neles conceito e estética caminham juntos. Seu trabalho reforça a força da direção criativa como elemento estruturante na música contemporânea, especialmente em projetos que dialogam com cultura, comportamento e identidade. “O álbum se organiza como uma gira, onde cada faixa ativa uma energia distinta, atravessando diferentes arquétipos. A parte visual carrega essa mesma força simbólica, com referências ao folclore e à mitologia brasileira, onde cada signo funciona como metáfora e memória ancestral. Foi uma experiência especial traduzir essa jornada espiritual em arte”, afirma Nídia Aranha.
Mais do que um álbum pop no sentido comercial, “Equilibrivm” se coloca como um projeto que entende o “popular” como potência cultural. É um trabalho ecumênico, construído em diálogo com diferentes artistas em uma egrégora potente de criação.
