Aos 25 anos, George Esteve coleciona uma trajetória que une skate, moda e empreendedorismo. Designer e fundador da Human Extinction, ele começou a produzir vídeos de skate e conteúdo criativo nas redes sociais em 2017, transformando sua paixão em uma marca independente que hoje circula entre alguns dos nomes mais influentes da música e da cultura urbana. O que começou como um projeto pessoal ganhou proporções internacionais e consolidou George como um representante da nova geração de criadores brasileiros.
O crescimento da Human Extinction acompanha um movimento global. Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado mundial de streetwear foi avaliado em cerca de US$ 367 bilhões em 2024 e a expectativa é que continue crescendo nos próximos anos, impulsionado principalmente pelo consumo das gerações mais jovens e pela influência das redes sociais. Nesse cenário, marcas independentes ganham relevância ao apostar em autenticidade, comunidade e identidade própria, características que fazem parte da trajetória de George.

Com o passar dos anos, as criações de George chegaram a artistas como Tyga, Swae Lee, Rich The Kid e SoFaygo. No Brasil, nomes como Matuê e Yunk Vino também passaram a usar a marca. Outro momento marcante aconteceu quando ele foi contatado por Virgil Abloh, fundador da Off-White, oportunidade que abriu portas para colaborações criativas e ampliou sua visão sobre construção de marca e expressão artística.
“Eu nunca comecei pensando em fama ou em vestir artistas. Sempre quis criar algo que tivesse a minha identidade e que representasse tudo aquilo em que eu acreditava. Acho que quando você é autêntico, as conexões acontecem de forma natural”, afirma George. Para ele, a primeira dica para quem sonha em seguir um caminho parecido é justamente desenvolver uma identidade própria, sem tentar copiar tendências ou repetir fórmulas de sucesso.

A segunda lição vem da sua própria trajetória: usar as redes sociais como uma vitrine e não esperar o momento perfeito para começar. “Muita gente espera a oportunidade ideal, mas ela raramente aparece pronta. O importante é dar o primeiro passo e continuar, mesmo quando ninguém está olhando. Consistência e autenticidade valem mais do que tentar seguir tendências”, aconselha.
