No dia 9 de novembro, o segundo dia do 24º Festival Vaca Amarela, que aconteceu no espaço Open Air em Goiânia, foi marcado por uma das apresentações mais expressivas do evento: o show da rapper goiana Luz Negra, que celebrou uma década de trajetória artística com uma performance simbólica e marcada pela presença do Coletivo Máfia das Brabas.
Esta foi a segunda participação da artista no festival, um dos principais do cenário independente nacional, e representou um momento de consolidação de sua carreira, construída com autenticidade, engajamento social e resistência. Luz Negra iniciou sua trajetória musical com voz e violão, interpretando clássicos da música preta brasileira, e posteriormente integrou o grupo de rap Wu-Kazulo, com o qual se apresentou em diversos eventos e festivais em Goiás.
Atualmente, Luz Negra divide-se entre a atuação como musicoterapeuta e o desenvolvimento de sua carreira solo, em parceria com seu irmão Dj Eski (os “irmãos Luz”), com lançamentos autorais e presença constante nos palcos.

A rapper também se tornou artista residente do projeto Rua Mix 360, do Vera Cult Ponto de Cultura, onde aprofunda o processo de profissionalização e aprimoramento técnico. Prestes a lançar seu primeiro álbum solo, Luz Negra vive uma fase de amadurecimento artístico e expansão criativa.
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No show apresentado no Festival Vaca Amarela 2025, o repertório reuniu composições já conhecidas do público, como “Resistência”, “A Cura” e “100 Km”, além da faixa criada para a trilha sonora do filme Não Existe Ninja de Pele Preta e do single inédito “Preta Como a Escuridão”.
Um dos pontos altos da apresentação ocorreu quando Luz Negra convidou ao palco Malu Poesia, Tisha, Queen, Mana Sol, Jahpa de Vênus, Danny Ribbs e Sara Linhares, integrantes do Coletivo Máfia das Brabas. Juntas, as artistas interpretaram a cypher do grupo, reforçando o papel do CMB como símbolo de representatividade e fortalecimento das mulheres no rap goiano.
Durante o show, Luz Negra também fez um discurso contundente sobre o machismo ainda presente na cena musical, criticando práticas desiguais, como convites para colaborações sem remuneração, e defendendo a autonomia das mulheres no setor.

Com uma performance marcada por presença cênica, letras de cunho social e forte identidade negra, o espetáculo consolidou Luz Negra e o Coletivo Máfia das Brabas como referências no fortalecimento da representatividade feminina no rap produzido em Goiás. A apresentação foi um dos destaques do domingo no Festival Vaca Amarela 2025, evidenciando a potência das mulheres do hip hop na música independente brasileira.
Luz Negra prepara-se para lançar seu primeiro álbum e segue divulgando seu trabalho nas redes e plataformas digitais: youtube.com/@luznegrarap





