Home Editorial Funk chega ao topo das paradas
Funk chega ao topo das paradas

Funk chega ao topo das paradas

por ZonaSuburbana

Enquanto o DJ Pedro Sampaio estava dormindo, Cardi B cumpria sua promessa aos brasileiros: Em apresentação no Grammy, ela cantava o trecho de “WAP”, remix produzido pelo brasileiro e lançado em outubro de 2020.

O Twitter veio abaixo comemorando a atuação do Funk na maior premiação de música do mundo.

Não é de hoje que o Funk está viralizando no mundo, recentemente foi revelado números absurdos do Spotify; 6 de 10 plays na plataforma são do funk brasileiro no Brasil. Por baixo, o estilo musical cresceu mais de 3.900% no streaming fora do Brasil desde 2016. O consumo de playlists de funk brasileiro aumentou 3.421% fora do país nos últimos anos, mostra um levantamento do Spotify sobre a internacionalização do gênero. O crescimento global incluindo o país foi de 5.464% e ainda o aplicativo contém 19 playlists oficiais dedicadas ao ritmo. Uma das principais, a “Mother Funk”, é promovida apenas no exterior.

Além da notoriedade na América Latina, o gênero tem se destacado em países da Europa; como Portugal, Espanha, França e Inglaterra; e nos Estados Unidos, Canadá e México.

Parcerias entre personalidades brasileiras e músicos de outras nacionalidades estão levando o gênero mundo afora.

Entre 2017 e 2018, parcerias como “Olha a Explosão” remix (Kevinho part. 2 Chainz, French Montana e Nacho), “Bum Bum Tam Tam” (Mc Fioti part. J Balvin, Stefflon Don, Future e Juan Magán), e “Vai Malandra” (Anitta part. Tropkillaz, Yuri Martins, Maejor e Mc Zaac), internacionaliza-se o ritmo que faz os brasileiros dançarem; Anitta está sendo uma das pioneiras em espalhar o estilo musical pelo mundo.

Foto: Anitta / Reprodução Instagram

Em 2019, foi comemorado os 30 anos do funk no Brasil. O aniversário foi marcado pelo lançamento do primeiro disco “Funk Brasil”, do carioca DJ Marlboro.

A data exata se perdeu no tempo, mas o fato é que a coletânea do produtor então iniciante se espalhou e ajudou a popularizar o gênero. O funk hoje está na Netflix, com documentários da cantora e empreendedora Anitta, que inclusive recebeu uma matéria bem elaborada pela Betway, uma plataforma de jogos de roleta online, sendo que apesar de não revelado os números de streams, acredita-se que teve bastante sucesso em seus lançamentos distribuídos em 4 legendas.

Também conta com a série “Sintonia” produzida pela Kondzilla, que recentemente fechou um acordo de distribuição internacional com a Universal e tem mais de 63 milhões de inscritos no YouTube. Não surpreende que Kevinho (Mc da Kondzilla) tenha se apresentado para uma multidão no Lollapalooza do Chile e tenha seus hits destacados em 28 países. Diferente do Sertanejo (country brasileiro), que duela com o Funk a preferência nacional nos streams e nas rádios, o Funk é o único estilo brasileiro que vive no TOP 200 Mundial.

No ano passado, Kevin O Chris divulgou em sua conta do Instagram a marca de 1 bilhão de streams no Spotify, assim sendo o primeiro do país a chegar a esse número, chegando ao patamar de Mc Fioti que com o super hit “Bum Bum Tam Tam”, que supera os 1bi no YouTube. Com base em dados da plataforma mostra que o Funk BR acumulou 2.487.227.714 de reproduções só em 2020.

Foto: Kevin o Cris / Reprodução Instagram

O Funk chegou ao Brasil em meados de 1969, onde Gerson King Combo lançou o álbum “Brazilian Soul” com clássicos brasileiros executados com a batida dos EUA.

No mesmo momento, Tim Maia, Carlos Dafé e Tony Tornado começaram a cantar o ritmo e fundaram o Movimento Black Rio, que se tornou um expoente da cultura no BR. Na década de 70, apareceram as primeiras produtoras do Rio de Janeiro a Soul Grand Prix e a Furacão 2000, que sediaram os primeiros bailes funk.

Os bailes ganharam força nos anos 80 com a fusão do Miami Bass, um estilo que começou a ser tocado no sul do Estados Unidos. Sendo a principal característica os beats rápidos e pesados, e letras sensuais (tão quanto o funk original). Outra marca registrada e seu diferencial era a soma dos DJs. Assim nascia, o funk carioca, que por muitos foi chamado de “Rap Brasil”, pois também abordavam a violência e a pobreza das favelas e comunidades carentes.

O “funk carioca” é sucesso na TV, em novelas, filmes nacionais, em canal aberto, fechado, nos streams, nas plataformas de música. Nasceu como forma de entretenimento, diversão depois de uma semana de trabalho, mas desceu do morro e frequentemente vive também nas casas de elite brasileira.

O levantamento mostra ainda que o consumo de Funk também aumentou fora do eixo Rio-São Paulo. O maior crescimento foi registrado no Paraná (135,1%), seguido por Tocantins (131,7%), Rondônia (123%), Rio Grande do Sul (120%) e Santa Catarina (115%). O Funk se misturou ao brega de Aldair Playboy, cresceu nas vertentes do proibidão das facções, na ostentação de Mc Guime, já embalou com Claudinho e Buchecha, foi empoderamento feminino com Mc Karol, hoje se mistura com trap de Mc Cabelinho e volta a ser consciente de Cidinho & Doca à Mc Hariel.

Você pode gosta

Deixe um comentário

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e manuseio de seus dados por este site.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por sair, se assim desejar. Continuar Mais informações