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quinta-feira, abril 18, 2024

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Edson Damazzo, vibra ao ser o primeiro negro a coreografar uma série brasileira da Disney

Coreógrafo de LudmillaEdson Damazzo assina a direção da série nacional “Passinho: O Ritmo dos Sonhos”, novidade brasileira do Disney+. A obra terá sete episódios com cerca de 30 minutos, ainda sem previsão de estreia. A produção apresentará o famoso passinho, estilo de dança urbana, criado e desenvolvido por jovens das favelas cariocas. Bibiu, como é conhecido, disse que achou que era uma pegadinha quando recebeu o convite para fazer parte do trabalho.

“Foi uma surpresa muito grande quando a produtora entrou em contato comigo. Achei que era furada, que deveria ser caô, porque não tava acreditando, ainda mais com o nome Disney, mas depois fui vendo que era verdade. E, claro, que aceitei de cara”, contou.

As gravações da série, que duram 12 horas por dia, começaram em fevereiro e vão até abril. Foram três meses de preparação e muito ensaio. “Recebo a cena, o roteiro, dirijo os atores com a movimentação, intenções, tudo voltado pra câmera, junto com as movimentações de passinho, e montamos a cena”, explicou.

O profissional da dança disse acreditar que a série fará história no Brasil, já que o negro na produção não é retratado de forma estereotipada racista. Além disso, a maioria da equipe é preta, assim como o elenco. Para Edson, que cresceu vendo príncipes brancos da Disney, a obra representa um grande avanço.

Estamos falando de uma série musical histórica no Brasil, primeira que é única produção atualmente que a Disney está fazendo. Temos um elenco 90% preto. Nossa equipe nos bastidores é formada por 90% de mulheres pretas, uma série da Disney no Brasil, falando sobre uma cultura periférica, onde o preto não está matando e nem roubando. Uma empresa que eu cresci vendo príncipe e princesas brancos, onde os protagonistas eram brancos. Essa série vai acender a chama de muitas crianças que vão se ver em lugar que não estão acostumadas”, pontuou.

Ele disse acreditar que muitas pessoas pretas vão se sentir representadas e poder sonhar mais alto quando a série for ao ar. “Vivemos num racismo estrutural, onde você cresce sabendo que pra chegar lá, você vai ter que lutar dez vezes mais, ser forte, e muitos de nós desistimos no meio do caminho porque não temos muitas referências pretas que venceram. Então, chegou a hora de nos vermos em outros lugares. Podemos, sim, ser protagonistas em uma série da Disney. Temos talentos, histórias,existimos e resistimos”, concluiu.

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