quinta-feira, junho 4, 2026

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Boombeat, Enme, Jupi77er, Coral e Siamese se unem no novo single “Existe”, manifesto de existência e resistência Trans

Boombeat, Jupi77er, Coral, Siamese e Enme se unem em seu novo single “Existe”, disponível em todas as plataformas no dia 29 de janeiro. Com produção musical assinada por Fejuca e Gabriel Saffi, a faixa surge a partir de um camping criativo viabilizado em parceria da BOA Música Brasil com a DOG Music Lab, se apresentando como um manifesto de existência e resistência no Dia da Visibilidade Trans.

“Um camping com pessoas trans, trazendo as nossas narrativas, questionamentos, e sentimentos é um prato cheio pra construção da nossa ‘transcestralidade’. E quanto mais pessoas como nós falarem e se colocarem no mundo, mais força daremos pras que virão”, expressa Coral.

“Existe” ganha vida a partir da iniciativa da rapper Boombeat e da DOG Music Lab de criar um projeto em parceria com outras vozes trans, a fim de dar voz e visibilidade a diferentes artistas que fazem parte da mesma comunidade. A necessidade de afirmar a existência de tais corpos como um gesto cotidiano e coletivo, atravessado por coragem, afeto e resistência, se reflete em um single que fala sobre presença, construir futuro e a urgência da visibilidade trans para além das margens: com dignidade, sensibilidade e potência.

“Nessa conversa, estávamos falando sobre a necessidade e importância de existir músicas com narrativas trans. Até mesmo pelas especificidades que são exclusivas da nossa vivência e merecem ser contadas por motivos de identificação com o público no qual estamos inseridas, e também de um público que pode aprender sobre e cantar junto. Fejuca e Saffi fizeram do instrumental uma sonoridade além de atemporal, brasileira e popular, de uma maneira onde cada artista pudesse criar, explorar e se aventurar na composição com a sua identidade”, comenta Boombeat.

Multisonora, a faixa é construída sem uma base em específico, mas como uma mescla de diversas referências, indo da MPB ao Rock, trazendo também influências do neo-soul e R&B, sendo intitulada pelo produtor musical Fejuca como “MPBU” (Música Popular Brasileira Urbana). “A ideia foi construir uma sonoridade atemporal. Somos muito fãs de tudo o que envolve fuzz, violão, beats com timbres clássicos, samples e piano acústico. A partir desses elementos, chegamos a uma textura sonora que gostamos muito. Houve amor do início ao fim”, explica o produtor.

O projeto estreia como um espaço de afirmação, escuta e futuro para a comunidade trans, em um país que historicamente empurra a população para a margem e tenta limitar suas possibilidades. “Meus versos nasceram de forma muito natural, em sintonia com tudo o que já havia sido dito e sentido ali. Foi bonito acompanhar a música ganhando corpo, voz e afeto”, expressa Siamese.

O single se forma como um gesto político e afetivo ao juntar pessoas trans em um trabalho criativo, a fim de criar referências, fortalecer vínculos e abrir caminhos, permitindo que sonhem e se vejam em movimento, ocupando a arte como lugar de permanência, liberdade e imaginação de novos mundos. “A música retrata um pouco do que queríamos cantar para um futuro distante, depois de uma vida longa, de muitas caminhadas. ‘Um sonho além do tempo e o orgulho de quem ela se tornaria’”, comenta Enme.

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