quarta-feira, junho 17, 2026

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Bia Soull choca com seu primeiro álbum “Pornografia Auditiva”

O sexo numa ótica chocante. Um estudo e a miscelânea do que há de melhor no mundo dos beats do funk. Uma cantora tinhosa, sagaz, elegante, meiga e da putaria. Isso tudo está em “Pornografia Auditiva”, álbum de estreia da cantora e compositora Bia Soull, que chega através da Warner Music. Com treze faixas que passeiam por algumas vertentes de música urbana com versos que conseguem impactar e ao mesmo tempo arrancar boas risadas – Bia Soull comprova porque é um dos novos nomes mais incensados e esperados dessa nova cena.

Em “Pornografia Auditiva” há beats de diferentes produtores como: MU540, Paulo DK, DJ Silvestre, DJ Thays, Mello Santana, RD Da DZ7, IAMLOPE$$, Caio Santos, e mix e master assinadas por DJ CARLOZS e DJ Lukinha, que também se fazem presentes na produção de algumas faixas. Além das participações especiais de NandaTsunami, Iuri Redicopa entre outros. O álbum é uma celebração ao erotismo feita por uma artista de 24 anos que está cansada do lugar em que colocam as mulheres nas letras do gênero.

“Há alguns anos venho observando uma onda de conservadorismo dentro do funk onde o neoliberalismo impera e falsos moralistas têm voz. Onde o movimento redpill cresce cada dia mais e vi a real necessidade de falar sobre sexo nesta ótica perversa, com sonoridades que explorassem a minha criatividade e com narrativas que trouxessem questionamentos. Este álbum nasceu de uma vontade minha, mas de uma necessidade coletiva: a de entender que mulheres são seres sexuais que merecem usufruir de sua liberdade e do respeito alheio”, afirma Bia Soull.

No álbum, ela discorre sobre sexo sem moralismo e sem culpa. “E quero que as pessoas comecem a ver esse assunto como algo cotidiano, afinal é por isso que estamos aqui. Quero que seja normalizado mulheres falarem sobre isso sem que seja um convite. O erotismo é uma forma de expressão”, defende ao ressaltar que fez questão de escolher a faixa “Coração puro” como a derradeira do projeto. “Afinal, é assim que me sinto. Com o coração puro e preparado para qualquer circunstância”, conclui a artista.

O nome foi inspirado em uma conversa da mãe com um amigo, um homem com deficiência visual, que teceu comentários sobre o humor da artista e a forma que ela trazia as narrativas sexuais. “Ele disse que minhas músicas eram pornografia auditiva e eu adorei essa expressão”, lembra. Para a capa, pensada com a diretora criativa Bruna Sotti, foi trazida uma estética dos anos 2000 após escutar o disco.

“Calcinha metálica representando um cinto de castidade. Já que a sociedade repreende a sexualidade feminina. Ainda assim, eu transformo isso em som, e essa calcinha é um MP3, amplificando o erotismo sonoro. É como se eu estivesse dando ouvidos, escutando a minha boceta”, explica Bia Soull.

Cheia de personalidade e sem temer a caretice, Bia Soull sonha em ver seu álbum nas pistas. Ela não gosta de ser rotulada como funkeira ou rapper. “Sou uma artista multifacetada e creio que isso vai ficar mais notório agora”, acredita. E num momento em que os holofotes estão virados para a força de mulheres brilhantes, a cantora e compositora sabe resumir facilmente o que quer: “Eu quero tudo”. Se julgarmos pela potência de “Pornografia Auditiva”, é bem capaz de o conseguir.

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