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VNDROID - Eu Não Sei o Que Eu Quero

VNDROID lança “Eu Não Sei o Que Eu Quero”, desabafo de um jovem em conflitos

por Seiji Hara

VNDROID, carioca, 24 anos, é um artista versátil que traz o Trap para conversar com suas
influências cyberpunk, vaporwave e arte psicodélica. Tem um álbum oficial nas ruas, o
Dopamina”, e em 2020 vem lançando vários singles acompanhados de audiovisuais.
VNDROID é daqueles artistas que não te permitem consumir o trabalho dele, e não ser
afetado. Seja através da caneta caótica, da estética visual cyberpunk ou da sonoridade
futurista, o som do rapper te leva para um caminho longe da inércia.

A lírica afiada, contestações pessoais que encaixa nas relações humanas e a originalidade pra
interpretação da própria composição vem marcando mais uma vez um som do carioca VNDROID. Diferente do que soa comumente por ai, o Trap alternativo do artista extrai sua arte de forma visceral e sentimental, em uma proposta que provoca sensações e reflexões aos ouvintes, ao mesmo tempo que convida a penetrar nos instrumentais que bate e fica, caindo como um tapete para o que vem a ser dito, um encaixe único de frases em melodias.

Eu Não Sei o Que eu Quero” traz relações líricas onde um “simples” cotidiano de um jovem
indeciso, solitário e hiperativo é confrontado com seus prazeres e desapegos, que o mantem
firme na posição de viver e não se abater, mesmo com todos as inseguranças, encontrando
conforto na dureza. Conflitos esses que são expostos e colocados de tal forma que a obra abraça tantos que se vê nas próprias crises existenciais do VNDROID.

Era uma fase que eu andava meio perdido na vida, tava conhecendo e me relacionando com
muitas pessoas novas, mas não me sentia tão próximo assim da maioria delas
”. Ainda sobre essas crises das vivências e experiências do período em que concebeu a obra, VNDROID completa: “Sei lá, era uma época ao mesmo tempo hiper-social e antissocial, o que com certeza soa estranho, mas faz sentido pra mim, porque sei lá, parece que eu tava procurando alguma coisa, que nem o título da música diz, eu tava com um ímpeto de movimento, de buscar novidade, mas nada preenchia muito bem esse vácuo.”. Essa é a sexta faixa disponibilizada no ano, e como todas as outras, essa também chega com um videoclipe. Filmado pela Carla Magliano e editado pelo próprio artista, estende as percepções de ruído e conflito que passa no som.

Para as plataformas digitais “Eu Não Sei o Que eu Quero” ganhou uma capa fantástica fruto da ilustração da grande artista Gav.

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