O encontro entre SPVIC e Muzzike ganha nova forma em “Mandaqui Mandela”, álbum que chega às plataformas no dia 24 de abril pelo selo EME Lab. Com 11 faixas, o projeto nasce da conexão direta entre os artistas e o território que compartilham: a zona norte de São Paulo.
Mais do que um disco, “Mandaqui Mandela” se constrói como um retrato de pertencimento. A relação com o bairro não aparece apenas como cenário, mas como ponto de partida para a linguagem, a estética e a própria construção do álbum. É dessa vivência comum que surge a força do projeto: um trabalho que transforma cotidiano em narrativa e identidade em som.
“A gente já se conhecia, já sabia de onde cada um vinha, e o disco acabou virando quase uma bandeira da nossa vivência aqui”, afirma SPVIC.
O processo criativo acompanhou essa lógica. Grande parte das faixas foi construída de forma orgânica, em sessões que refletiam o ritmo da convivência entre os dois artistas, consolidando um trabalho que equilibra espontaneidade e direção estética.
Na sonoridade, o álbum se apoia em batidas fortes e diretas, com produção de Wara Beats e contribuições de Thanks Joey e Ramiro Beats. A partir dessa base, o projeto expande suas referências e se afasta do eixo mais tradicional do rap, aproximando-se de uma experiência voltada também para a pista.
O resultado é um disco que transita entre o íntimo e o coletivo, trazendo temas como vivência, relações e movimento urbano, sempre com uma escrita direta, mas carregada de camadas. A faixa-título, “Mandaqui Mandela”, conta com a participação de Rincon Sapiência, ampliando o alcance do projeto e reforçando sua conexão com a cena contemporânea.
O universo do álbum também se desdobra no audiovisual, com direção de Jean Furquim, que acompanha e expande a estética construída ao longo do disco, criando uma identidade visual alinhada à proposta sonora.
“Mandaqui Mandela” posiciona então SPVIC e Muzzike como vozes que traduzem território em linguagem e experiência por meio de um projeto que dialoga com diferentes espaços e públicos.
