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sábado, março 2, 2024

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Renan Inquérito fala sobre o disco ‘Corpo e Alma’

“Ele sintetiza toda nossa entrega ao longo de 15 anos”, diz Renan sobre o novo disco do Inquérito, Corpo e Alma

No final de 2014 o Inquérito ganhou ainda mais notoriedade no cenário nacional ao lançar o disco ‘Corpo e Alma’. Figurando em diversas listas de melhores álbuns, o projeto, que comemora os 15 anos do grupo liderado por Renan, mantém a base dos anteriores unindo poesia, crítica e conscientização social.

Enraizado na região de Campinas (interior de São Paulo), o Inquérito também possui trabalhos paralelos voltados à educação e cultura – entre eles o Parada Poética. No Sesc Campinas, após quase uma hora de show, conversas e muitas fotos com fãs, Renan Inquérito falou sobre o novo LP.

Corpo e Alma teve uma grande repercussão, chegando a figurar entre os melhores álbuns de 2014.  Qual foi o conceito utilizado no disco?
Ele sintetiza toda nossa entrega ao longo de 15 anos, quatro discos, dezenas de músicas e apresentações. Então, na minha visão, Corpo e Alma traduz toda minha dedicação no rap.

Vocês tem mantido uma das bases do rap utilizando a poesia. Deixando de lado o tradicionalismo da cena nacional, o Inquérito tem prezado por letras que falam sobre educação, cultura e consciência política.
Na verdade isso é o reflexo daquilo que a gente tem acreditado. E, só estamos colocando em prática. Sempre tínhamos o desejo de fazer um trabalho assim, e agora com este disco nós conseguimos. Corpo e Alma é a materialização de tudo isso aí que “você falou”.

Como surgiu a inusitada parceria com Arnaldo Antunes? Outro artista envolvido com a poesia.
Somos admiradores do trabalho dele.  Então, sampleamos uma de suas músicas, e ele gostou. Aproveitamos a simpatia dele pelo trabalho e, na cara de pau, o convidamos para fazer uma participação. Para nós foi uma surpresa e uma honra de fazer música com um cara desse gabarito. Muito, porque o que ele faz condiz muito com aquilo que nós acreditamos.

O rap mudou de ideologia?
Não. Eu creio que não. Mudam as vozes, mudam as formas de falar, mas a essência está sempre ali. O Inquérito tem o mesmo DNA, a mesma impressão digital do primeiro ao último disco. O mundo gira, então mudou os ritmos, os timbres e a forma de se apresentar, mas o conteúdo continua o mesmo.

Além da música, vocês também estão “tocando” um projeto de poesia. Como funciona?
Ele chama Parada Poética. É um sarau que acontece uma vez por mês num bar em Nova Odessa (interior de São Paulo). Lá as pessoas se reúnem para declamar poesias.

O inquérito já tem algo novo planejado para 2015, ou vai priorizar a disseminação do disco?
Nosso intuito é trabalhar o disco, e aí no futuro, que eu não sei quando, fazer um livro novo…O Pop (Black) está fazendo um disco novo. Mas, nossa prioridade é o Corpo e Alma.

Por: Dhaii Moura

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