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terça-feira, março 5, 2024

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Primeiros sons de Dina Di denunciam o sistema prisional feminino

Em meio ao rap feito majoritariamente por homens, rapper trouxe a vivência e a luta das mulheres periféricas para o debate!

De acordo com matéria do site Ponte, o Brasil tem a quinta maior população carcerária feminina do mundo, com 37.380 mulheres presas, ficando atrás de Estados Unidos (205.400 presas), China (103.766), Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).

A reportagem “Ser mulher em um sistema prisional feito por e para homens”, de André Caramante, aborda a desigualdade que o machismo perpetua do outro lado das grades.

Para Bruna Angotti, advogada e coordenadora do Núcleo de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, a mulher detida é vulnerabilizada desde o momento do flagrante até a condenação definitiva. “Para elas, a tensão sexual é um adicional, está sempre presente no ar. No limite, o estupro é sempre uma ameaça.

O sistema prisional feminino foi tema dos primeiros raps de Dina Di, ainda com o grupo Visão de Rua. A rapper, falecida em 2010, relatou parte da vida das presidiárias dentro e fora dos presídios. “Confidências de uma Presidiária” e “Irmã de Cela” são músicas que representam o rap dos anos 1990, época com produções e letras inspiradas no gangsta rap dos EUA, mas com a consciência social dos artistas brasileiros.

Eu vou invadir sua mente / que nessa altura está confusa fraca e inconsciente / Irmã de cela / baseada na realidade do nosso sistema carcerário / podre e digno de pena”, anuncia Dina Di em “Irmã de Cela”. Em meio ao rap feito majoritariamente por homens, Dina Di trouxe a vivência e a luta das mulheres periféricas para o debate.

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