Nesta sexta-feira (05/12), o Grupo Oriente apresenta “Alma Rica”, single inédito que chega como um respiro necessário, daqueles que anunciam renovação, especialmente nesta reta final do ano. A faixa abre caminho para uma fase mais consciente e expansiva do trio, marcada por crescimento interno, profundidade e pela energia vibrante de quem inicia um novo ciclo.
O lançamento vem acompanhado de um videoclipe gravado em Bali, que registra a viagem do grupo à ilha e incorpora um ritual de limpeza espiritual vivido ali — gesto simbólico de abertura de caminhos para essa nova etapa. Entre paisagens cinematográficas, texturas locais e a profundidade da cultura balinesa, as imagens funcionam como convite ao sagrado, ao reencontro consigo e ao frescor de um ciclo que se inicia. “Cada canto parecia um filme. Foi um lugar perfeito para dar o pontapé inicial do Oriente pelo mundo”, resume Chino, integrante do grupo.
Produzida por DJ Coala e Dom Vi, em parceria com a Academia de Beats, “Alma Rica” traz uma atmosfera luminosa e um refrão que convida ao movimento: “alma rica e mente livre” como direção e propósito. Formado também por Nissin e Nobru, o grupo reforça na composição a ideia de que a verdadeira riqueza nasce da força interna, da clareza espiritual e de um olhar renovado para as próprias batalhas.
“Desde a composição, já sabíamos que era uma música que representava esse momento de busca, descoberta e evolução pessoal”, afirma Nissin. A maturidade aparece não como ruptura, mas como consciência: entender que anjos e demônios são internos, que problemas e soluções coexistem, e que a verdadeira força nasce dessa integração.
Em meio a um cenário musical onde símbolos de status ganham cada vez mais espaço, o Oriente aponta outro caminho. “A riqueza da alma é a maior riqueza que existe. A matéria importa, claro, mas é o espírito que orienta nossas escolhas e constrói nosso presente”, reforça Chino.
A experiência em Bali aprofundou o elo entre música e vivência. Depois de dias mergulhados na ilha, o grupo passou por um ritual que, para eles, funcionou como consagração. “Foi como se a ilha abraçasse a gente”, diz Chino. O clipe registra não só a paisagem e a espiritualidade locais, mas também a alegria, a potência criativa e o sentido de propósito que marcaram a viagem. “Não são apenas imagens: são histórias”, resume.
Curiosamente, o impacto maior não veio da viagem para a música, mas o contrário. “Alma Rica” nasceu antes e, segundo o grupo, foi a própria vibração da faixa que pareceu preparar o terreno para que Bali acontecesse. “Era como se a música estivesse traçando o roteiro”, conta Chino, conectando essa fase às origens do Oriente e à essência que sempre guiou a banda.
Para os integrantes, o desejo é simples e direto: que a música faça diferença no dia de quem ouvir. “Que dê força para ir trabalhar, estudar, treinar, viver as 24 horas que a pessoa tem. A música é magia. Ela pode mudar algo dentro de alguém que está do outro lado do mundo”, diz Nissin. E sobre o futuro, Chino garante: “Na sequência desse lançamento vem o disco que vai consagrar o Oriente como a grande banda que sempre foi.”
