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sábado, julho 20, 2024

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O selo Sujoground apresenta o álbum “Maria Esmeralda” com voz de Marília Medalha e mais participações

Quando o presente se encontra com o passado, o futuro tem a premonição da continuidade e é potencializado pela união entre pessoas. Os clássicos vão ganhando um novo sentido, uma nova roupagem, uma distorção da estética para o que melhor se enquadra na atualidade. Assim surgem os “novos clássicos“, conceito pensado por Cravinhos, Thalin, VCR Slim, iloveyoulangelo e Pirlo para o resgate da música popular brasileira através do projeto Maria Esmeralda, promovido pelo selo Sujoground, com a participação inédita de Marília Medalha, um nome que rodou o mundo representando o Brasil e também assinou discos ao lado de Vinicius de Moraes, Edu Lobo e Caetano Veloso. Entre outras participações, o álbum conta com 16 faixas que passeiam pelas vozes de DonCesão, do trapper tchelo rodrigues, yung vegan, Servo, RUBI e Quiriku. Este encontro de gerações e a continuidade da arte, que é a essência de Maria Esmeralda, já está disponível em todas as plataformas digitais e no YouTube.

A princípio, o álbum conta a história do eu lírico Maria Esmeralda, que não se passa nos dias atuais. Entendemos a narrativa e a cronologia ao longo das faixas, onde se mescla a estética do cinema marginal, puxando a MPB e o conceito da ruptura cultural, com uma nova roupagem, a união entre o nostálgico e o novo, utilizando elementos tenros nas produções musicais. O nome do disco surgiu após uma reflexão dos cinco integrantes sobre quais histórias a persona contaria, que logo foram inspiradas em referências de pessoas reais, abordando amor, família, traição, ódio e vingança. “Maria, o nome mais comum do Brasil, era o nome perfeito para que a história se tornasse mais real. Mas ainda faltava algo a mais que complementasse o ordinário; afinal, este álbum busca o ordinário e a comunicação através dele. Pensamos nas novelas que os brasileiros amam até que surgiu a ideia: Esmeralda. Uma pedra preciosa, tão preciosa quanto Maria, tão cobiçada quanto Maria, a ponto de Maria ser também uma esmeralda. Taí: Maria Esmeralda. A preciosidade que buscavam“, explica Thalin, produtor, intérprete e compositor do disco.  

As 16 faixas destrincham a magnitude do que é o som e a humanidade, com versos sobre sentimentos autênticos de pessoas comuns, onde o principal intérprete é Thalin, e logo VCR Slim, Pirlo, Cravinhos e iloveyoulangelo assinam as produções onde dividem os holofotes com outras participações. A trilha sonora da história de Maria se inicia com uma introdução na voz da cantora e compositora Marília Medalha. O abre-alas, chamado “Lúdica”, é a princípio um poema escrito pela irmã falecida de Medalha e dá o tom inicial das vivências que o ouvinte irá adentrar. Marília entregou a composição exclusivamente para os cinco integrantes, que, sem pressa, a homenagearam. “Quase sampleamos uma das músicas de Marília, mas escolhemos ir por outro caminho. Com o álbum já finalizado, surgiu a oportunidade de contato com ela, mas foi totalmente um acaso, ninguém esperava por isso. Vimos a oportunidade e agarramos, criamos uma faixa só para ela e ela adorou“, iloveyoulangelo um dos responsáveis pela produção do projeto.

Em seguida, temos os singles “Mccoy Tiner”, “Lince” e “Primo Favorito”. A segunda participação do disco ocorre na quinta música, “Poliesportiva”, com a voz de Doncesão, versando sobre a construção da vida e os paradigmas da existência. Em seguida, “Não Haverá Casamento” e “Amarelo Cor do Sol” que traz a participação de Servo, com letras sobre amor e as desilusões pessoais causadas pela vida. Em oitavo lugar, temos “Bill Evans” e “Todo Tempo do Mundo”, com uma reflexão sobre o ter, a falta e o pertencer. Na sequência, “Waldomiro” é a décima música e conta com um sample instrumental que faz completa alusão à temática do álbum. A música seguinte, “Judas Beijoqueiro”, também conta com a participação do artista Servo no projeto, porém dessa vez ao lado de Quiriku. A voz feminina de RUBI invade a faixa seguinte, “Boca de Ouro”, junto com yung vegan, evidenciando ainda mais a dualidade da nova geração da música. “Chão de Mármore”, com a voz de Tchelo Rodrigues, traz nas rimas a reflexão: do que vale flores mortas caminhando nesse chão de mármore?. 

Finalizando o projeto, “Dedo Cheio de Anel” e “Nova Ternura”, onde Thalin rima: Eu falei que sim pra luz com afinco/ Quem não acredita é inimigo do sucinto, do breve / Se fosse tão leve pra quem deve, ninguém deveria. Por fim, a faixa instrumental sem intérprete “Revoada” encerra a narrativa e complementa a atmosfera criada pelos musicalistas. 

Os cinco produtores vêm de lugares diferentes da música, cada um começou de um jeito e cada um tem suas preferências. Cravinhos, por exemplo, vem muito mais da MPB e do rock do que do rap, enquanto VCR Slim é o contrário. Essas diferenças se encontram em todos os participantes da produção do álbum. A mescla de gêneros foi algo natural, não pensado propositalmente; eles foram fazendo aquilo que gostavam e aquilo que achavam que fazia sentido com Maria Esmeralda. Como a história se passa anos atrás, é natural que buscassem sonoridades antigas, e como os cinco são jovens em pleno século 21, tornou-se inevitável a nova roupagem eletrônica e moderna, “Nunca nenhum dos cinco imaginou que seria possível ter uma lenda da música brasileira coroando o projeto, mas aconteceu e foi, talvez, a maior honra que poderiamos ter, unindo de vez o antigo com o novo, a MPB com o boombap, o jazz com o drumless, Maria Esmeralda com Marília Medalha“, reflete iloveyoulangelo

Para finalizar a tentativa de resumir a grandeza de Maria Esmeralda, atenta-se a reflexão: Maria Esmeralda representa a dualidade da vida, uma visão melancólica e ao mesmo tempo esperançosa, até mesmo uma certa tristeza que se alastra pelos cômodos de uma casa, mas que também se entrelaça com memórias e nostalgias, culminando num retrato desta personagem que enfrenta tudo isso sozinha. É um holofote sobre uma vida normal, como a de qualquer um, mas que transforma o comum em algo grandioso.

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