sexta-feira, junho 5, 2026

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O rapper Malammore apresenta um retrato profundo sobre identidade em “Aurora”, álbum de estreia

Aurora é o disco de estreia de Malammore, nome artístico de Sandro Feliciano, cantor, compositor e produtor nascido em Lisboa (PT), com lançamento em 23 de janeiro. O trabalho é uma narrativa autobiográfica sobre a experiência de ser um jovem negro, a dificuldade de pertencimento e a resistência cultural no seu país de origem. As letras versam sobre temas como amor, adoção, reflexões sobre a humanidade e a forma como o artista enxerga o seu lugar. “A ideia do álbum surgiu a partir de um caderno meu repleto de poemas, histórias e a forma como eu me vejo neste mundo. É um testemunho da experiência negra em Portugal, do pertencimento e da alienação. Do amor e da perda”, explica. Ouça aqui.

Sandro, o Malammore, nascido em 2005, viveu dois anos sob a tutela do Estado português, até ser adotado em 2008 (data que dá nome à segunda faixa do disco), momento que marcou uma virada de chave em sua vida. Em Aurora, o músico utiliza como um dos conceitos centrais a ressignificação da visão do “buraco negro”, invertendo a metáfora para “buraco branco do mundo”, representação de um universo que apaga identidades. Ao preenchê-lo com a ideia de negritude, ele desafia narrativas dominantes e reestrutura o olhar sobre os corpos negros na sociedade.

O som mistura hip-hop, rap, trap e spoken word, a música falada, rompendo barreiras estilísticas. Malammore traz como inspiração para o tom político presente nas faixas figuras como Malcom X, Muhammad Ali, Angela Davis e Fela Kuti. O álbum foi gravado na Lisbon Sound Society, com produção, mixagem e masterização de No Icon (Rodrigo Fernandes).

Capa de Aurora por Marcos Barreira – download aqui A arte de capa do disco, intitulada “Pulverizador de Visões”, é do artista Marcos Barreira, e busca retratar o artista com um frasco de perfume. “A ideia é que este álbum que sai da minha cabeça é como um perfume que vai borrifando rimas e conceitos para quem ouve”, divide Malammore.

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