sábado, junho 13, 2026

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No Dia do Rap Nacional, “Favela Vive 6” une rap, samba e funk para manter legado e destacar a voz das periferias  

Considerado um dos mais importantes projetos da história do rap nacional, “Favela Vive” estreia nova edição nesta quarta-feira (6/8). Criada pelo conjunto carioca ADL (Além da Loucura), a cypher chega às plataformas digitais, via Symphonic, e traz versos de Sandra Sá, Dexter, Borges, MC Carol de Niterói, DK 47 e Lord.

A escolha da data de lançamento traz um grande simbolismo: o Dia do Rap Nacional. Celebrada em 6 de agosto, a data foi instituída para homenagear e reconhecer a importância do rap como um gênero musical e cultural brasileiro, com forte identidade e impacto nas periferias. “É sempre importante reforçar datas como essa e o Favela Vive é uma grande bandeira do movimento”, reforça TG Garcia, produtor do ADL.

Criado em 2016, o “Favela Vive” se consolidou como um movimento de resgate às raízes do rap e um canal de protesto contra o sistema, colocando a favela como protagonista. Em sua sexta edição, o projeto aposta na união com outros gêneros populares e na reunião de artistas de diferentes gerações da música brasileira para manter firme o seu legado.

“O ‘Favela Vive’ sempre foi um movimento de contestação e de posicionamento, reforçando uma proposta que reflete as origens do rap, mas também a história do samba e do funk. Esses dois gêneros são criados nas periferias e falam muito sobre a luta de quem vive nesses lugares, então acredito que tenha tudo a ver com a nossa proposta”, destaca DK 47.

Após edições que contaram com nomes de peso do rap como Froid, Sant, BK’, Djonga, MV Bill e até Leci Brandão, o Favela Vive 6 traz uma das maiores vozes da música brasileira: Sandra Sá. Considerada a rainha brasileira do soul, Sandra conquistou o país com sua mistura de samba, MPB, black music e letras repletas de consciência social.

Juntamente com Sandra, o projeto traz nomes que são referências em suas áreas como a funkeira MC Carol de Niterói – conhecida por unir temáticas sociais e canções que tratam de sexualidade de forma explícita, a lenda do rap Dexter, que acaba de completar 35 anos de carreira, e Borges – uma das vozes mais potentes do trap e que acumula mais de 5 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais.

“Receber a Sandra no ‘Favela Vive’ foi uma honra. Ela é uma das maiores referências da cultura preta no nosso país e da luta por direitos. Conseguimos uma construção muito interessante nessa faixa, unindo artistas com longa trajetória, como ela e o Dexter, com representantes da nova geração, como o Borges e a Carol”, afirma Lord.

Para Ian Bueno, diretor da Symphonic Brasil, o projeto carrega uma importante mensagem para toda sociedade, mantendo viva a essência primordial do hip-hop. “Com esse papel questionador, o ‘Favela Vive’ segue botando o dedo na ferida dos inúmeros problemas sociais que vivemos hoje e que, infelizmente, muitas vezes ficam mascarados no meio de um mar de conteúdos rasos. Nosso papel é fazer com que essa mensagem chegue ao máximo de pessoas possível e é uma honra poder contribuir com isso”, diz.

Reforçando seu papel para além da música, o “Favela Vive”, através do ADL, vai promover o lançamento de um drop exclusivo, juntamente com a marca Rexpeita no mesmo dia do lançamento do videoclipe. Além disso, será realizado um evento off-line para reunir fãs e artistas, celebrando com atividades de saúde e ações sociais.

“Nosso objetivo é mostrar que a música e a favela também se conectam com essas outras expressões, como a moda, a arte de rua e até os esportes. Essas ações reforçam isso, mas também mostram que estar na rua é muito importante, seja para inspirar, ocupar espaços ou curtir”, complementa DK 47.

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