spot_img
quinta-feira, maio 30, 2024

Últimos Posts

Natura Musical apresenta Marujos Pataxó com remix de Tropkillaz, “A Força dos Encantados”

Marujos Pataxó, projeto de samba dos povos originários do sul da Bahia, une forças com o Tropkillaz, um dos mais icônicos nomes da música eletrônica brasileira. A faixa-título do recém-lançado álbum “A Força dos Encantados” agora chega em uma versão que tem tudo para atrair a atenção de pessoas de dentro e de fora de aldeias. Este é um lançamento ybmusic, com o patrocínio de Natura Musical. Ouça nas plataformas.

Pra gente foi uma honra poder participar desse projeto e poder aprender mais sobre a cultura Pataxó. A nossa ideia é sempre fazer algo que represente o nosso som, mas no caso deste remix também tivemos o cuidado de respeitar a cultura indígena e tudo que esse projeto representa”, conta o Tropkillaz.

Com mais de 10 anos de carreira, o Tropkillaz reúne dois dos principais produtores musicais do Brasil – Zegon Laudz – unindo sons da música brasileira com música eletrônica, hip hop e pop. Com mais de 200 faixas lançadas, eles acumulam mais de 2,5 milhões de ouvintes mensais somente no Spotify.

O remix é um novo lançamento dos Marujos Pataxó, projeto que visa a reconhecer a influência indígena na criação do samba brasileiro. Além de fortalecer e divulgar essa forma musical única, busca melhorar a qualidade de vida na Aldeia através da arte, gerando emprego, renda e preservando a cultura tradicional Pataxó. A marujada indígena se apresenta para o país todo compartilhando a memória, a luta e a cultura dos ancestrais de forma sustentável e global por meio da valorização de suas raízes na Aldeia Mãe Barra Velha, no sul da Bahia.

Presentes na formação do samba, as tradições percussivas e rítmicas do samba indígena seguem preservadas na Aldeia Mãe Barra Velha, no território Pataxó, onde a música é um ritual sagrado no qual os indígenas expressam sua fé e cultura com originalidade, passando de geração em geração através de músicas que retratam a natureza e a vida no campo.

O território, que conta com o Parque Nacional do Monte Pascoal e fica tão perto de onde começou a invasão em 1500, foi o primeiro aldeamento do Brasil e já consta com 523 anos de resistência. Depois do trágico massacre ocorrido em 1951, houve uma diáspora do povo Pataxó por diversos pontos do país, que ainda enxergam aquela aldeia e região como parte de suas raízes.

Um retrato da resiliência e da força, a cultura do povo Pataxó segue firme apesar de massacres, dores e de mais de quinhentos anos de invasões sofridas. O preconceito é uma forma constante e invisível de repressão, experimentada por muitos, mas debatida por poucos. A repressão ativa e violenta inclui a queima de casas, invasão de terras e até assassinato de indígenas. Permanecer nas terras, apesar de décadas de repressão cultural, é um ato de resistência em nome das gerações passadas e futuras. Por isso, o resgate cultural que ocorre por meio da valorização da identidade indígena é tão importante.

O álbum de estreia dos Marujos tem produção musical de Lenis Rino (Fernanda Takai, Matheus Aleluia, Tatá Aeroplano, Palavra Cantada), direção técnica de Tejo Damasceno (BNegão e os Seletores de Frequência, Sabotage, Instituto) e masterização de Fernando Sanches (Criolo, Baianasystem).

O projeto recentemente ganhou um clipe para a faixa-título do álbum com o olhar do diretor Theo Bueno onde alguns personagens sagrados que fazem parte do folclore da Aldeia como o Pai da Mata e a Índia Jurema, cantam e dançam junto da música.

Marujos Pataxó foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura da Bahia (FazCultura), ao lado de Casa do Hip-Hop Bahia, Cronista do Morro, Festival Pagode Por Elas, Os Tincoãs e Ventura Profana. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 80 projetos de música até 2022, em diferentes formatos e estágios de carreira, como Margareth Menezes, Luedji Luna, Mateus Aleluia, Mahal Pita e Casa do Hip Hop da Bahia.

ÚLTIMOS POSTS

Não Perca