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quarta-feira, maio 22, 2024

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Mulheres no Rap: Em território hostil, a união é o lema

A luta das mulheres do rap vai além do hype. As minas trabalham para vencer a invisibilidade e o pouco caso dos membros de sites, canais e blogs que reproduzem o mantra: Não me importo se é homem ou mulher, tem que ter talento. Pra mim não rola esse negócio de cota.”

No ano que passou, páginas como Acervo RapFeminino, que reúne grande número de trabalhos das artistas do rap brasileiro, os shows e palestras organizados pela Movimentar Produções, além do reconhecido ano lírico feminino registrado pelo articulista e blogueiro Arthur Venturi Vasen, no site Sintonia Rap, entre outras ações, comprovam o intenso trabalho das mulheres. Ao concordarem que 2018 será um ano de desafios, DJs, produtoras e MCs decidiram começar o ano mostrando união, atitude que não rola apenas no Brasil.

Foto: Divulgação

PLAYLIST e SORORIDADE

“Acabamos de decidir que janeiro vai ser nosso mês da mulher, porque o mês da mulher é o mês que ela quiser”, postou o grupo Omnira– que lançou o disco Grito de Liberdadeem 2017 —  em sua página no Facebook no primeiro dia de 2018. Desde então, as minas do Omnira (foto acima) estão divulgando trabalhos de artistas do rap feminino brasileiro. Dory de Oliveira foi a primeira, Rúbia é a artista mais recente (até o fechamento deste post).

Lívia Cruz é uma cantora que sempre protestou contra o machismo e a falta de espaço para as artistas do rap nos blogs e canais de hip hop. Para falar sobre vários temas relacionados ao rap, a MC fez uma live chamada “Playlist de Rap Feminino” em seu canal no YouTube. “Jornalistas ‘especializados’ anunciam premiação ‘melhores do ano do RAP’, 27 nomes indicados, desses, 2 são mulheres. Dissertem!”, postou Lívia no Facebook, no dia 13 de janeiro.

CONEXÃO NOVA ZELÂNDIA

Segundo o site Redbull, a rapper JessB está liderando a nova onda do hip hop de Nova Zelândia. A cantora divulgou recentemente a playlist “Rap Queen$ and Bad Beats”, com artistas do rap feminino de diferentes épocas e estilos.

ISLÂNDIA

“As mulheres nas artes precisam de algum tipo de plataforma para avançar”, diz Ingibjörg Björnsdóttir, empresária islandesa que, ao lado de Valgerður Árnadóttir, criou a empresa de eventos Puzzy Patrol, especializada em artistas femininas. As informações são do site Grapevine.

Inspirada pela Marcha das Mulheres, a Puzzy Patrol, com sede em Reykjavík, capital da Islândia, organizou um show de rap que vai rolar na casa de eventos Gamla Bió, em 20 de janeiro de 2018. A programação inclui artistas como ALVIA, Cell7, Fever Dream, Reykjavíkurdætur, Krakk & Spaghettí e Sigga Ey.

De acordo Ingibjörg Björnsdóttir e Valgerður Árnadóttir, a Puzzy Patrol quer ir além da produção de eventos e ajudar as mulheres a trabalhar em diferentes campos das artes, e não apenas a música.

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