segunda-feira, junho 15, 2026

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“LAR”: Jonathan Ferr explora memória e pertencimento em novo álbum

Neste dia 18 de setembro, Jonathan Ferr apresenta ao mundo seu novo trabalho de estúdio, “LAR”, um mergulho em 11 faixas que reafirmam sua posição como pioneiro e principal representante brasileiro do Urban Jazz. A obra atravessa fronteiras musicais — do jazz ao hip hop, do neo soul à música brasileira — para criar um espaço sonoro acolhedor, tendo participações de nomes como Luccas Carlos, Pedro Bial e Marcos Valle – ouça aqui.

Mais do que um disco, “LAR” traduz acolhimento, simplicidade e pertencimento, revelando um lado mais íntimo de Jonathan Ferr, iniciando uma nova era na em sua carreira com um álbum de canções em contraste com a estética de seus trabalhos anteriores. Essa atmosfera também se reflete na produção, que reúne nomes de peso como Julio Raposo, da Moodstock Music, e Douglas Moda, produtor que já trabalhou com Luísa Sonza, além de outros colaboradores que ajudam a expandir a identidade da música urbana no Brasil.

Com o início da concepção em 2023, após o falecimento de seu pai enquanto estava em turnê no exterior com o álbum “Liberdade”, o projeto atual nasceu de um processo profundo de reflexão de Jonathan. Mais do que um espaço físico, “lar” é entendido por ele como família, amigos, amores e, também, como sua jornada de autoconhecimento. “O lar é o lugar onde muitas memórias são feitas e guardadas ao longo da vida. O que seria isso senão o próprio tempo?”, comenta Ferr.

Nesse caminho, “LAR” se conecta filosoficamente aos trabalhos anteriores: enquanto “Cura” abordava a necessidade de curar a si mesmo e “Liberdade” simboliza a emancipação que vem após a cura, o novo álbum representa a presença absoluta e o entendimento de quem se é no mundo. “O lar deixa de ser apenas uma casa física para se tornar um conceito expandido. É um espaço ancestral e cultural de onde nós viemos. É o estado de presença e conforto acima de tudo”, explica.

O repertório inclui momentos que transitam entre atmosferas suaves, grooves urbanos e camadas orquestrais, como “CASA”, com a cantora e baixista Ana Karina Sebastião; “INFINITO”, parceria com Dino D’Santiago e a Nova Orquestra; “PERMANÊNCIA DO SOM”, com participação de Pedro Bial; “TUDO O QUE SOU”, com Luccas Carlos, “EIXO NOVO”, com Duda Raupp, “RARO” e “VISCERAL”, ambas as faixas com Jok3r, além de “ALMAR”, parceria potente com Marcos Valle.

O feat entre Ferr e o ícone da MPB Marcos Valle começou nos bastidores do programa “Conversa com Bial” e rapidamente se transformou em amizade. Ferr descreve Valle como uma inspiração, um artista à frente de seu tempo e sempre aberto a novas possibilidades sonoras. Dessa conexão, nasceu uma faixa que fala sobre um amor que transcende o tempo, simbolizando também esse encontro entre diferentes gerações.

Já em “PERMANÊNCIA DO SOM”, a participação de Pedro Bial ganha contornos afetivos. A música traz o texto que o apresentador escreveu e recitou sobre Jonathan Ferr na abertura de seu programa, na ocasião em que o pianista foi convidado. Ao levar esse discurso para a faixa, Ferr transforma-o em parte de sua própria obra.

“TUDO O QUE SOU” é uma música composta em 2014 por Jonathan e Luccas Carlos, que chegou a ser gravada, mas nunca lançada. Na época, ambos estavam no início de suas carreiras, e seus nomes só ganharam destaque no mercado entre 2018 e 2019. Anos depois, após um reencontro com Luccas, Ferr decidiu revisitar a canção, e juntos atualizaram o arranjo e regravaram a faixa, 11 anos após sua criação.

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