Home Rap Nacional Ingrid Martins lança “KDLA”, ostentando a sagacidade da mulher que sabe se virar por onde passa
Ingrid Martins - KDLA

Ingrid Martins lança “KDLA”, ostentando a sagacidade da mulher que sabe se virar por onde passa

por ZonaSuburbana

KDLA”: O single traz a proposta de ressignificar a palavra “cadela” e suas derivadas, fazendo um convite para o público reavaliar a utilidade do termo, que por muitas vezes fora utilizada para diminuir ou ofender indivíduos em letras de RAP, “ofensa” essa que em sua maioria foram destinadas às mulheres. A proposta é relembrar o ouvinte que ser cadela ou cachorra nada mais é do que ser o início de tudo, que assim como as mulheres, as cadelas dão vida e “criam os crias de quebrada”, como diz Aflordescendente em sua participação.

A ideia inicial da música surgiu após a escrita de uma poesia criada pela Ingrid, do qual ela ilustra uma mulher que se compara a uma cadela de rua, que assim como a mesma, sabe se virar por onde passa e demarca seu espaço, demonstrando que quem manda é ela.

O convite para Aflordescendente se deu no momento em que a letra tinha uma mensagem do qual ela possivelmente se identificaria, mas também tinha uma boa dosagem de deboche do qual a artista iria certamente iria se conectar.

Confira “KDLA”, abaixo:

Ingrid Martins [@in.martins] é pessoa inquieta que não consegue não criar, com isso, para além de poeta é também cabelereira, designer, atriz, mestre de cerimônia, produtora cultural e tem se aventurado na música. Vencedora do Slam das Minas em 2017, é co-fundadora do Slam da Norte, único slam da Zona Norte da cidade de São Paulo e organizadora da Batalha Dominação, batalha de freestyle voltada para mulheres, homens trans e pessoas não binárias. E é também, autora do single “Gela ou Gin que deu início a sua carreira na música.

Milca Samara [@aflordescendente], também conhecida pelo nome artístico de Aflordescendente, é poeta, compositora e socióloga. Nasceu em Mauá, no ABC Paulista, e começou a frequentar Saraus e Slam’s em 2017. Preta, pessoa com deficiência e moradora de periferia, suas letras costumam falar sobre racismo, capacitismo e desigualdade social.

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