terça-feira, junho 16, 2026

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ImEdiAto celebra a reinauguração do Museu do Povo com performance de “Time do Povo do Bom Retiro pro Mundo”

O Corinthians reinaugurou o Museu do Povo, na Neo Química Arena, com a abertura da exposição A História Preta do Corinthians, iniciativa que reconhece e valoriza o protagonismo negro na construção do clube desde 1910. A celebração reuniu torcedores, pesquisadores, representantes da cultura periférica e figuras históricas ligadas ao movimento negro dentro do Timão. Entre os convidados especiais, o rapper ImEdiAto, integrante dos Gaviões da Fiel desde os 16 anos, realizou uma performance que emocionou o público ao cantar “Time do Povo do Bom Retiro pro Mundo”, rap que homenageia as raízes operárias, pretas e populares do Corinthians.

A apresentação marcou um dos momentos mais simbólicos da reinauguração, conectando música, memória e identidade corinthiana. A faixa, lançada em 2025 e presente na playlist oficial do clube, narra a história do Corinthians desde o Bom Retiro, ressaltando a força dos trabalhadores, migrantes e imigrantes que deram origem ao “Time do Povo”. Ao cantar dentro da Arena, agora em um espaço dedicado à preservação da identidade corinthiana, ImEdiAto reforçou o papel do Hip Hop como ferramenta de narrativa e pertencimento.

“Cantar essa música aqui é mais que apresentação, é devolver para o povo a própria história. A história preta do Corinthians está no sangue do clube, na arquibancada e no movimento Hip Hop. É daqui que a gente veio, e é daqui que a gente fala”, afirma o rapper.

A programação do dia ainda se estendeu até o Parque São Jorge, onde o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande apresentou o monólogo “Na Marca do Pênalti”. Após a apresentação, rolou um encontro de peso nos bastidores, reunindo ImEdiAto, Casagrande, a lenda do rap nacional Rappin Hood e o ex-lateral Zé Maria — quatro figuras fundamentais que representam diferentes dimensões da história corinthiana: a cultura, a música, a política do futebol, a arquibancada e o legado esportivo.

Da esquerda para a direita: ImEdiAto, Rappin Hood e Casagrande

O encontro simbolizou uma costura entre gerações e linguagens, unindo o Hip Hop, ídolos do clube e referências da luta social que sempre acompanharam o Corinthians. Para ImEdiAto, esse momento reforça a força da cultura corinthiana e seu impacto além do gramado.

A reinauguração do Museu do Povo e a abertura da exposição A História Preta do Corinthians integram um esforço institucional do clube de reconhecer trajetórias frequentemente apagadas das narrativas oficiais, recuperando histórias de atletas, torcedores e lideranças negras que marcaram o clube e a cidade. A nova exposição exibe documentos, imagens, acervos e instalações que resgatam a contribuição preta na formação do Timão, desde a várzea e o Bom Retiro até a arquibancada contemporânea.

Para ImEdiAto, que construiu sua carreira alinhada à luta antirracista e ao ativismo comunitário, estar presente nesse momento é uma honra e algo que parecia impossível, até se tornar realidade. “O Corinthians nasce preto, popular e periférico, com intenção e objetivo de inclusão social. A gente carrega essa história desde sempre. Trazer o rap para esse espaço é reafirmar que cultura, futebol e comunidade caminham juntos.”

A exposição segue aberta ao público mediante agendamento, reforçando o compromisso do Corinthians com a valorização da sua identidade e da sua base popular.

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