Home Editorial Especial Mês da Mulher: As Minas do Rap Nacional – Lugar de mulher…É onde ela quiser!

Especial Mês da Mulher: As Minas do Rap Nacional – Lugar de mulher…É onde ela quiser!

por Adriana Moraes

Quem ousava dizer que lugar de mulher é na cozinha se enganou e muito. Quem dizia que o Rap só tinha espaço para os homens quebrou a cara, afinal as minas chegaram pra fazer barulho, para passar uma mensagem, e para mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser.

A nova geração do Rap Nacional tem e muito espaço pras minas que chegam cada vez mais pesadas, falando de machismo, defendendo a bandeira do feminismo, mostrando o que é de fato empoderamento e falando sobre o racismo. Sejam elas mais novas ou mais velhas, a voz da vez é delas, então DEIXA ELAS PASSAR!

Para começar esse especial, uma voz de apenas 12 anos que vem deixando muito marmanjo de boca aberta, afinal mesmo com pouca idade, Mc Soffia já sabe o que quer e o mundo é pouco pra ela. Debatendo sobre o racismo e falando de empoderamento, essa pequena grande Mc tem força e poder em suas letras cantando não só para crianças mas para toda uma geração que busca por um mundo igualitário e justo, seja você da cor que for. Cantando sobre empoderamento desde os 6 anos, Soffia conheceu o Hip Hop através de sua mãe Kamilah Pimentel que corre lado a lado com a filha na carreira.

Soffia tem seu discurso pronto quando o assunto é seu objetivo na música, cantar sobre a menina negra que aceita sua cor, seu cabelo e suas raízes. Após sofrer descriminalização por conta de seu cabelo, a pequena Mc decidiu que ao invés de se abater com tamanha falta de respeito, faria o contrário e lutaria pelas crianças negras que ainda passam por esse tipo de situação. O que ela quer é que todas as meninas possam se aceitar através de sua música, que possam se sentir livres por ser como forem e que ser negra não é vergonha, mais sim motivo de orgulho, de honra, de história e resistência.

Assim como Soffia outra Mc que vem derrubando o preconceito e provando que não está de brincadeira é Drik Barbosa, que logo de cara em sua nova participação com o rapper Emicida, na faixa Mandume  lança uma pergunta pra lá de direta: quem diz que mina não pode ser sensei? A Mc natural de São Paulo já fez diversas participações com grandes nomes do Rap Nacional, e de uns tempos pra cá vem se firmando cada vez mais, falando sobre o papel da mulher na sociedade, mostrando resistência e que eles vão sim sair daqui com medo de Bu…

Drik já está na cena do Rap Nacional a alguns anos, e suas músicas trazem uma mescla sobre amor, desamor, luta e principalmente a resistência e força feminina dentro do Rap. Através de seus versos, Drik luta pela  igualdade da mulher, principalmente da mulher negra, para que elas possam ser o que quiserem, lutando contra o preconceito e apagando a imagem de que mulher é um sexo frágil.

Além de Soffia e Drik outra voz que fala sobre o feminismo, abomina o racismo e faz  uma mistura de Rap e Jazz é Tássia Reis. Com uma voz doce, Tássia embala sons que vão da angústia até questionamentos mais relacionados a cultura negra e sua posição no mercado musical em geral. Com o objetivo de enaltecer a cultura negra e abrir cada vez mais espaço para elas, Tássia conta sobre buscar o que for necessário para ser feliz, ir atrás do novo, ser livre, buscar sempre o que faz bem.

Com uma voz inconfundível, Tássia mostra seu talento desde 2011 e já possui diversas parcerias no Rap, além de sempre estar inovando e divulgando faixas que sejam um mix de sentimentos e causas.

E para fechar, não podemos deixar de citar sobre a mulher do poder, sem papas na língua e pronta para responder quem quer que seja, Karol Conka chega para mostrar que não está de brincadeira, e se for pra tombar, TOMBEI!

De Curitiba, a Mc gosta de explorar coisas novas em si mesmo, e transmitir isso em suas músicas que são regadas de mensagens sobre o poder feminino. Deixando claro que a base de tudo é o amor próprio, Karol mostra o quanto gosta de falar sobre autoestima, e o quanto ela é importante na vida das pessoas. Misturando ritmos, batidas e artistas, Karol Conka busca esbanjar no quesito ousadia. Suas letras falam sobre as mudanças na sociedade conquistadas pelo feminismo e se concretiza cada vez mais através de um vibe politizada em defesa das mulheres e sobre a busca do que faz bem.

Sociedade em choque, eu vim pra incomodar!  Sem dúvidas Mamacita realmente veio para deixar sua mensagem  e quando o assunto é papas na língua Karol fala mesmo. Influenciada pela história de vida de sua avó (que sofria agressões de seu marido), Karol aprendeu a jamais baixar a cabeça para homem algum, e sua paixão por Lauryn Hill a fez seguir o caminho da música, e hoje o que ela busca é ser a Lauryn de muitas meninas, servindo de influência para que elas sejam o que quiserem ser. Superação e Poder, essas palavras definem Karol Conka.

Ao longo do mês de Março, podemos conhecer um pouco mais sobre as grandes vozes do Hip Hop/Rap Mundial, conhecer suas essências, suas influências, suas mensagens e suas bandeiras. Seja no Brasil ou fora dele, a mulher vem ocupando cada vez mais  espaço no cenário musical e isso só tende a crescer cada vez mais. O que antes poderia ser impossível, hoje é real, e a cada dia as mulheres vem mostrando mais o seu poder e deixando claro que não estão aqui de brincadeira.

A equipe do ZonaSuburbana só pode agradecer por todas essas histórias, por todas essas grandes mulheres que se fazem tão presente no cenário do Rap e que vem ajudando a construir uma sociedade menos machista e mais igualitária. Tem espaço para todo mundo, então novamente, DEIXA ELAS PASSAR!

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