Home Discos Em “#RAP 1997”, Arnaldo Tifu narra sua trajetória

Em “#RAP 1997”, Arnaldo Tifu narra sua trajetória

por Dj Abraão

Arnaldo Tifu apresenta seu 4º trabalho de estúdio, o EP “#RAP 1997”, com produção independente de seu selo, Coletivo Riso. Tifu assumiu toda a produção do EP, da direção musical à produção executiva, e encontrou inspiração em sua vivência nas ruas. “#RAP 1997” homenageia o ano em que o artista considera seu início na cultura hip hop e no rap de fato, época em que mergulhou no skate, no pixo e no graffiti.

“Todos eles me levaram para fora do meu bairro e me ensinaram as vivências das ruas e a militância na posse negroatividade. Elas me trouxeram consciência e uma visão mais politizada da arte e do hip hop em si, me ensinaram a lutar por causas sociais. Essa é uma característica forte do ABC por ser uma região onde a luta sindical e política tem bastante embasamento”, conta.

Além de ser uma continuação dos seus registros fonográficos iniciados com o álbum “A Rima Não Para” (2009), seguido por “A Rima Nunca Para” (2013) e “Dias que Resolvi Cantar” (2015), o EP “#RAP 1997” é o primeiro de uma série de quatro trabalhos projetados por Tifu para os próximos anos. “Cada um irá abordar um tema central. O #RAP 1997 é uma síntese da minha trajetória desde 1997 até 2017. Traz um pouco da minha visão sobre a arte de fazer rap, sobre amor e identificação com a cultura hip hop. Os obstáculos que temos que superar e como o rap nos ajuda a sermos inseridos na sociedade em um contexto mais amplo”, emenda.

A capa foi feita pelo designer Denis Freitas e, segundo ele, a ideia geral é mostrar a trajetória do Tifu e reforçar que a caminhada é sempre pra frente, sempre pra cima. “Esse disco fala de uma trajetória, de uma escada sendo percorrida, então desde o começo eu quis representar algo que remetesse a uma ascensão, a uma trajetória. E essa trajetória dificilmente é linear, é organizada e foi assim que eu ‘coloquei’ as letras de “1997”, desorganizado, maluco, um processo sem linearidade, porém que remete a uma linha ascendente. Somado a isso, eu trouxe um plus de hip hop old school na forma que o volume está composto, na forma que você da o brilho para o volume. Ela representa tudo isso”, explica.

Ouça o EP “#RAP 1997”:

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