Home Rap Nacional Em “Assim Que Os Preto Faz”, Projeto Preto ataca de frente o racismo dentro e fora do Rap

Em “Assim Que Os Preto Faz”, Projeto Preto ataca de frente o racismo dentro e fora do Rap

por Arthur Venturi Vasen

O Projeto Preto surgiu no dia 1 de Abril de 2016, formado por D’Ogum, DenVin e T.R que se conheceram anteriormente nas ruas de SP. Com o intuito mútuo de resgatar as raízes esquecidas e apagadas por esse processo racista e colonial da indústria fonográfica, foi através das rimas e além dos palcos que os 3 começaram a meter as caras na cena do RAP Nacional. Observando que quem detém o monopólio da informação e dos meios de produção dentro da cena da cena do RAP são majoritariamente homens cis, de classe média/alta e brancos, enquanto jovens negros são assassinados diariamente e mulheres negras tem seus corpos em posse do estado, o Projeto Preto se viu na responsabilidade de combater a herença eugenista que vem monopolizando a cena ganhando dinheiro em cima do sangue negro e da periferia, disseminando e reforçando comportamentos, atitudes e ideais opressivos numa cultura que nasceu e tem sua essência firmada no combate à opressão.

“O apagamento da identidade negra e o embranquecimento cultural é um fenômeno cada vez mais forte e constante! o Projeto Preto vê urgência de retomar o que nos foi tirado e não vamos mais pedir, viemos pra tomar, queimar seus cafezais e cortar a cabeça do senhor do engenho, sem pudor nenhum”, comenta D’Ogum, integrante do grupo.

Munidos de informação e rimas bem construídas contra a industria racista e elitista e o Estado, Projeto Preto vem em “Assim Que Os Preto Faz” com bastante revolta, mostrando que o Hip Hop e sua cultura de raíz pertencem de fato à periferia negra e seu contexto militante não poderá ser apagado por quaisquer playboys que não conheçam sua história e que distorcem seu conteúdo em benefício próprio.

Assim Que Os Preto Faz”, é o primeiro single do grupo e vem com a proposta de retomar o caráter revolucionário que o Rap nacional possui, lembrando da urgência das pautas abordadas, inclusive do genocídio à população negra e periférica, pauta essa que é totalmente invisibilizada pelos rappers brancos e de classes mais altas que ocupam o mainstream do cenário.

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