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Documentário “JUNTAS” destaca a quebra de barreiras de mulheres no mercado audiovisual brasileiro

Documentário “JUNTAS” destaca a quebra de barreiras de mulheres no mercado audiovisual brasileiro

por ZonaSuburbana

Três dias antes da OMS declarar a pandemia do coronavírus, o I Hate Flash (IHF) tirou do papel um de seus grandes projetos: fazer a cobertura de fotos e vídeos de um festival com uma equipe 100% feminina. Foram meses de pesquisa, reuniões e apresentações para que cada detalhe ficasse perfeito. Então, nos dias 7 e 8 de março – Dia Internacional da Mulher, inclusive – a equipe de 14 mulheres do IHF produziu todo conteúdo audiovisual do Festival GRLS!.

Da experiência, surgiu o documentário “JUNTAS”, que retrata os bastidores da cobertura e a união das mulheres para quebrar barreiras no mercado audiovisual. A diretora criativa do IHF, Clarissa Ribeiro, foi a responsável por assegurar que a identidade do coletivo estivesse presente no produto entregue. “A gente consegue ver como um trabalho feito exclusivamente por mulheres é rico, plural, original. Fiquei extremamente feliz de testemunhar isso”, destaca.

O evento escolhido não poderia ser outro. O GRLS! é um festival destinado a promover a consciência sobre o empoderamento feminino e da comunidade LGBTQIA+. Durante dois dias, passaram pelo Memorial da América Latina cerca de 25 mil pessoas que viram um line-up composto por dezenas de artistas mulheres, que se apresentaram em shows, palestras, workshops e debates. “Não consigo imaginar nenhuma empresa que tenha uma equipe 100% feminina tão boa quanto a nossa. É uma realização muito grande, fruto do trabalho de todas em indicar mulheres para os jobs e ensinar umas às outras”, conta orgulhosa a coordenadora e sócia do IHF, Clara Castro.

JUNTAS” mostra os bastidores da entrega do material audiovisual, praticamente simultânea, que acontece durante o festival. “Tudo é feito em conjunto, com muita conversa, para entender quais profissionais se identificam com cada show ou artista. Assim, elas conseguem refletir a emoção no trabalho, na entrega da experiência de quem realmente viveu aquilo”, explica Carol Caddeo, coordenadora de produção do IHF.

Durante anos, a cinegrafista Karen Carvalho foi a única mulher a participar de coberturas de festivais pelo país e expressa a sensação de não se sentir mais só. “Olhar para o lado e não ver outra de você é muito doloroso. É muito gratificante não ser mais a única mulher e, principalmente, não ser mais a única negra”, comenta a profissional. “É nesse caminho que o I Hate Flash quer seguir, organizando e se estruturando para conseguir cada vez mais espaços como esse ocupados por mulheres tão capazes e talentosas”, complementa Clara.

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