Home Editorial Apadrinhados por Djonga, Rosa Neon lança seu primeiro álbum em vinil e nos aplicativos de música

Apadrinhados por Djonga, Rosa Neon lança seu primeiro álbum em vinil e nos aplicativos de música

por ZonaSuburbana

Ao dar play no primeiro álbum do Rosa Neon os sentimentos devem ser múltiplos, mas a sensação de liberdade é a mais pulsante. As letras algumas vezes são abstratas, outras mais diretas. Os arranjos são bem pensados, o ritmo quase sempre frenético e as canções tem jeitão de hit. Há coros, abertura de vozes, tons complementares, timbres e beats modernos. Não dá mesmo para ouvir parado. Tudo com o DNA e a riqueza da sempre importante cena musical de Minas Gerais.

Além do som, a estética também cativa. São extravagantes, solares. Soltaram oito singles com clipes desde novembro do ano passado tendo o visual como importante componente. Todos dirigidos por Vito Soares e Belle de Melo, integrantes do núcleo base do grupo. Agora a Rosa Neon une duas novas faixas ao projeto e lançam seu primeiro disco completo. Uma delas, “Cê não tem dó de mim” com clipe de imagens feitas em Lisboa na primeira Euro tour da Rosinha. O álbum também sairá em vinil.

Formada por Luiz Gabriel Lopes, Marcelo Tofani, Mariana Cavanellas e Marina Sena, a Rosa Neon é o retrato mais pop e contemporâneo da música de Minas e o álbum chega com a participação e bênçãos do conterrâneo e padrinho (talvez inusitado) Djonga

As personalidades destoam harmonicamente no Rosa. Isso é muito interessante e talvez o motivo por eu gostar tanto. Pessoalmente, me sinto muito parte desse processo e sei lá… Eu gosto dessa merda rosa aí!“, define o rapper.

A capa do álbum com foto de Sarah Leal (outra integrante do núcleo de base), remete ao disco dos Doces Bárbaros de 1976. Certamente pela diversidade, potência e arte do encontro presentes também na Rosa Neon. “Assim como o imaginário hippie como matéria prima, porém já devidamente atualizada. O protagonismo compartilhado, a doçura bárbara e a sedução cósmica, dentre outras hashtags“, acrescenta Luiz Gabriel Lopes.

Para o grupo é de suma importante o registro desse primeiro álbum – dessa banda que já nasceu queridinha do público e dos festivais de música com presença confirmada em alguns dos mais badalados como o Coquetel Molotov em Pernambuco, por exemplo. 

Mesmo sendo lançadas separadamente, as canções do disco contam uma história“, afirma Marcelo. Uma das faixas novas “Cê não tem dó de mim” é acústica. “Nós quatro viemos desse lugar de cantor e compositor carregando seu instrumento. É um campo bem familiar pra nós e que queríamos mostrar nesse álbum“, destaca, lembrando que os quatro integrantes possuem também seus projetos solo.

Foi durante uma tour de Luiz e Marcelo pelo interior de Minas que eles encontraram Mariana e Marina. Mais precisamente na cidade de Milho Verde. Houve ali uma ligação imediata. Eles continuaram trocando arte e quando cantaram juntos a canção “Rosa Neon” – de Marina Sena, decidiram se unir. 

A música é outra inédita no primeiro álbum do Rosinha, que promete fazer ainda mais barulho pop. “O impacto que causamos não foi planejado. Percebo que no nosso estado o pop music quase não existia. Por todos os cantos o que se via e ouvia era canção. Acredito que o Rosa tem um papel nesse sentido: o da liberdade da criação do campo musical. O fato de assumir o pop como um estilo também importante culturalmente, rompendo barreiras“, acredita Mariana.

E single a single, clipe a clipe, verso a verso, beat a beat, a Rosa Neon trilha seu caminho fazendo um pop responsa e bem executado. Parece que eles vão ser referência um dia desses, mas talvez eles nem liguem tanto pra isso. Por enquanto é mexer o ombro e ver estrelas.

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