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Anti Social Midia, conheça o coletivo de artistas e o Trap da Zona Sul de São Paulo

por Thais Ribeiro

A visão do Anti $ocial Midia mira longe. Coletivo audiovisual da Zona Sul de São Paulo em atividade desde 2016, traz um conceito de produção e divulgação de seus artistas de forma estética, aura noventista e um olhar no futuro. Mesmo ativos há pouco tempo, o coletivo que surgiu da afinidade entre amigos, vivência e música, demonstra uma identidade sonora e visual bastante expressiva.

image-4“…boa parte do coletivo sempre foi amigo ou teve algum envolvimento de alguma forma, conheço os caras desde criança, essa merda é real pra caralho, estudamos juntos, tomamos os primeiros porres juntos, os últimos também (risos), a gente se ama e troca energia musical muito antes do coletivo.” Geenuino, o PAI.

Batemos um papo com Geenuino, o PAI, rapper, produtor e um dos fundadores do Anti $ocial Midia, para saber um pouco mais sobre o selo/coletivo, ele que também inaugura com o single “Cactos”, o primeiro lançamento do ATS.

 
tumblr_odkie1dika1vzet4ro1_1280ZS: Como e quando o coletivo começou?

GP: Ah, acho que a gente tá “junto” mesmo desde agosto desse ano, foi quando rolou a nossa primeira “reunião” e primeiro porre juntos, mas a algumas semanas atrás o LNTC (Rapper/DJ/Produtor) e eu já estávamos discutindo sobre quem e o que faria parte do coletivo. A gente vinha num momento bem produtivo, estava fazendo os primeiros sons com a Alt Niss (cantora e integrante do projeto Rimas e Melodias), acabado de gravar um som do trampo dela num beat meu com o Jhony Bigode (DJ/Produtor) e as paradas rolaram de um jeito muito maluco, parecia que a gente conhecia ela há anos. Logo depois apresentei o projeto pra Anne (proprietária do brechó Original Favela e DJ da ATS) que já era minha amiga. Conheci o Jon Leão (Fotógrafo/Designer) através do LNTC e já fazia arte com a Loredana (Fotógrafa/Designer/Produtora) há alguns anos. O BM e o Cabelo (rappers) são meus amigos de infância, e nos últimos dias antes de concluir o time conheci o Deh Madruga (Produtor), que na real andava de skate comigo a anos atrás e eu nem sabia que fazia música. Isso é o ATS.

ZS: Você lançou recentemente o single Cactos”, que fará parte de seu primeiro EP previsto para 2017. Como você classifica sua música?

GP: Sim, acabamos de lançar a “Cactos” que é um som foda, eu realmente amo muito essa música, as pessoas se identificam demais com essa parada, não sei bem o porquê, mas acho que todo mundo já passou por algum relacionamento conturbado ou algo do tipo.

ZS: E sobre referências?
GP: Os meus amigos são a minha maior influência, são a minha referência mais forte pra criar música…desde as minhas batidas até as letras, a “Cactos” é isso! Mas eu escuto muito rock, muito soul, gosto de funk pra caralho (sim, o carioca), eu ouço muita coisa o tempo todo, respiro essa parada. 

image-5 “Eu me vejo fazendo “Rap”, mas não me vejo preso à isso, entende? A música é muito maior que tudo isso, eu sempre fiz muita coisa, não para me classificar num gênero musical, mas com base no que tenho criado. Eu acho que eu faço um tipo de “Trap Psicodélico” ou alguma coisa maluca próxima disso, eu sou muito livre”.

ZS: Quais os planos para o futuro do ATS?

GP: Nos últimos dias nós lançamos a primeira edição da “049 do Trap ao Funk”, nossa primeira festa. Fizemos aqui na Zona Sul, nada de centro. Foi muito louco, é algo que a gente espera levar adiante. Ano que vem é nosso, todos têm muita coisa pra lançar, EPs, singles, vídeos, roupas… A gente tem até um curta pra lançar (risos), 2017 é muito ouro!!!

Então que venha!

Ouça abaixo “Cactos” de Geenuino, o Pai na íntegra, com participação de Alt Niss e arte por Loredana Oliveira.

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