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AfroFuturistic Lab

AfroFuturistic Lab – vozes negras reunidas em festival de música

por RAPLongaVida

Serão três dias, aos domingos (Dias 18, 25 de julho e 01 de agosto), sempre a partir das 18hs00, para o público no conforto de suas casas, sentir o prazer de ouvir e assistir aos shows de cinco representantes da música negra nacional, com repertório que vai do jazz ao rap, soul, r&b, trap, afrobeat, funk, samba, até ao hip hop. 

TRANSMISSÃO GRATUITA : https://www.youtube.com/afrofuturisticlab.

É neste cenário causado pela maior epidemia vivida pela humanidade, que Isabel Fillardis retorna para a música, que ao lado da moda, deu início a sua carreira artística. Seu trabalho como atriz, a tornou conhecida no Brasil inteiro, mas a música sempre esteve ali, ao lado, aguardando o momento para ressurgir. E este é o momento.

Isabel é sem dúvida uma das primeiras e das maiores referências para o atual momento de empoderamento da mulher negra, que por meio de sua representatividade no áudio visual inspirou milhares de meninas negras . Ela é uma das pioneiras da atual safra de atrizes negras.

O show “Refeita” marcará a volta de Isabel Fillardis a carreira de cantora e promete muito Soul, Jazz e R&B com um sotaque brasilis. Em sua notável maturidade musical Isabel mescla à MPB, o Ijexá o Afrobeat o Funk em show eletrizante que certamente falará ao coração dos brasileiros neste momento de superação. O repertório mostra sua posição em relação aos problemas sociais do país e do mundo, território com suas contradições, vulnerabilidades e riquezas. Seu EP, com lançamento previsto para Março de 2021, além de releituras de clássicos da MPB, imortalizados por artistas como Rita Lee e Pepeu Gomes, que recebem roupagem neosoul tupiniquim. Na apresentação em AFROFUTURISTIC, Isabel contará com a retaguarda da não menos maravilhosa banda paulistana ULTRA SOUL. Vale a pena conferir. 

Izzy Gordon confirmou seu talento como cantora no musical “Emoções Baratas” (José Possi Neto). Em 1993 gravou no disco “23”, de Jorge Ben Jor, com quem saiu em turnê.  E deixando claro seu potencial eclético, fez backing vocal para o Deep Purple. Ao longo de sua carreira solo fez shows com Emicida, Margareth Menezes, Elba Ramalho, Paula Lima, Banda Black Rio, Max de Castro, Gerson King Combo, Zizi Possi, Fernanda Porto, Ed Motta, Rashid, Rael, entre muitos outros.

A artista circula por todos os eventos e festivais de jazz e blues do Brasil. Já se apresentou nos melhores palcos do país e inúmeros eventos populares. Em 2016 mostrou toda sua elegância no programa “Superstar”, da Rede Globo. Seu primeiro álbum, “Aos Mestres com Carinho” de 2005, é também uma homenagem à sua tia, cantora e compositora Dolores Duran. Com o disco “O Que Eu Tenho Pra Dizer”, expressa seus gostos por ritmos, melodias e timbres. Em 2011 lança “Negro Azul da Noite”, projeto baseado na obra de alguns dos nossos maiores e mais expressivos compositores negros. “Pra vida inteira” é o trabalho mais recente de Izzy, lançado em 2018.

Ellen Oléria, cantora e compositora, Há mais de vinte anos tornou-se profissional da música. Recebeu vários prêmios, foi eleita A voz do Brasil em uma grande mostra musical exibida nacionalmente. Foi indicada Melhor Intérprete no Prêmio da Música Brasileira. Se apresentou por todo o Brasil, América, Europa, África e Ásia, “… o mundo inteiro cantando comigo a nossa grandiosa música brasileira.” se orgulha a cantora.

Nascida e criada em Brasília, foi lá que se formou em Artes Cênicas na Universidade de Brasília. A artista tem, 5 discos lançados e turnês realizadas pelo Brasil e mundo afora. Conhecida pelo público por seu timbre cintilante, a nação e repertório brasileiríssimo, a soprano dramática condensa em sua performance o que o povo brasileiro reconhece como seu: entusiasmo e um sorriso que nunca sai do rosto iluminando cada canção que canta. A versatilidade de Ellen estende-se também ao seu ativismo político que podemos acompanhar no programa Estação Plural, exibido semanalmente pela TV Brasil em que a artista é apresentadora.

Nascida numa família de músicos e artistas, Isabella Salvego, conhecida como Bebé Salvego, 15 anos, vem ganhando destaque pelo país no cenário musical pelo seu timbre de voz diferenciada. Sua voz comparada às divas do jazz como Billie Holiday e Sarah Vaughan. Aos 8 anos já se apresentava com sua banda, ao lado do pai que é músico. Em 2013, no show “Brincadeira Preferida Cantar”, foi convidada pela Prefeitura de Piracicaba para o encerramento do evento “Virada Cultural Paulista” em 2014.

Bebé ficou ainda mais conhecida e ganhou grande destaque após sua participação na 1.ª edição do programa “The Voice Kids Brasil”. Bebé também emocionou e arrancou elogios do apresentador Tiago Leifert: “Bebé Salvego, você jazzeou na cara da socieda- de”, disse. Para a cantora Ivete Sangalo, “Bebé Salvego tem vozes de muitas vidas”.

Arape, é um rapper, cantor, produtor, compositor e escritor. Se tornou conhecido como produtor e beat maker e eventos de hip hop antes de lançar sua carreira como cantor. Cotado para ser uma das grandes revelações de 2021, o músico lançou seu primeiro single solo em janeiro deste ano.

Dono de uma voz marcante e de um jeito muito próprio de brincar com as palavras para esconder conceitos muito profundos em frases aparentemente simples, o músico conta com um trabalho surpreendente pela gama de estilos onde se sente em casa: Soul, R&B, Trap, Afrobeat, Funk e até Samba, com uma boa pitada de Hip Hop. 

Em dezembro de 2020, Arape gravou o rap Nós, baseado na obra de Jordan Peele. Um som ácido, potente, onde o autor elabora sua revolta com os assassinatos de pessoas negras no brasil e no mundo motivados por racismo. O video clipe roteirizado e dirigido pelo musico trás mais uma crítica pesada, onde o Rapper canta suas rimas quase em transe, em uma sala de aula onde a lousa ostenta nomes de pessoas, acontecimentos e lugares que se tornaram simbolos de opressão pelo mundo.A música ainda conta com o lendário e contundente discurso de Benedita da Silva, gravado em 1983 nas escadarias do teatro municipal em um protesto do MNU, e com as vozes de Estela e Eloiza Paixão, cantoras da banda Alafia. “Ela é meu tributo ao Racionais, MV Bill, Emicida, Facção Central e tantos outros movimentos e pessoas que abriram caminho para que hoje eu fosse livre, e que denunciam essa parada a tanto tempo...”, diz Arape.

Já no último dia do festival, domingo, o showman Tony Gordon, ganhador do The Voice/TV Globo em 2019, com mais de 30 anos de carreira, aclamado em casas do Brasil e do mundo inteiro que enaltecem a música, Tony Gordon lança-se em uma desbravada aventura pelo Blues, Soul e Jazz ao reunir um repertório de músicas consagradas e rearranjá-las ao seu estilo característico., omo Jealous Guy, Go Down Gamblin, Lucretia McEvil, Cantaloup (I´m Free). Para encerrar, a banda Ultra Soul, com o seu quarteto vocal fantástico e clássicos da soul music e funk, que foram sucessos na voz de Marvin Gaye, Chaka Khan, Tim Maia, Earth Wind & Fire, reacende toda nostalgia dos tempos de baile black charm com hits como Let’s Get It On, Morning e Superstition. Afinal é domingo e não há nada melhor do que terminar o fim de semana dançando!

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