Home Editorial Os curitibanos do São Nunca contam um pouco de sua história!

Os curitibanos do São Nunca contam um pouco de sua história!

por Dj Abraão

Grupo de Curitiba recentemente lançou o álbum “Neblina”

ZonaSuburbana: Primeiramente, nós queremos saber quem forma o São Nunca? Há quanto tempo existe e como formaram o grupo?
São Nunca:
Primeiramente, um salve pra galera do ZonaSuburbana! Então somos em 3: Ponthe, Raposo e Gw. O grupo começou em 2008, mas começamos a fazer Rap juntos em 2007 – com freestyles na rua – e já estávamos começando algumas gravações caseiras, passou algum tempo e tivemos a ideia de formar um grupo para lançar os sons mas cada um já tinha um projeto, o Ponthe e o Raposo estavam começando e o Gw já tinha um projeto há um tempo chamado “Caixa de Som”. O São Nunca começou lançando as músicas “Da semente à murruga” e “Auto Estima”  que trouxeram bons resultados na época (o que a gente não esperava) e nos deu mais ânimo para começar a ver o Rap de maneira mais profissional.

ZonaSuburbana: Que forma de divulgação tem ajudado o trabalho de vocês, a chegar cada vez mais longe? O que tem lucrado mais financeiramente? Vocês tem projetos paralelos ao grupo?
São Nunca:
Olha, as redes sociais e a propaganda boca-a-boca que na nossa opinião é a mais forte, nada paga quando uma pessoa mostra sua música para uma outra e assim por diante, além de shows e o trabalho de assessoria de imprensa que o nosso parceiro Guilherme Custódio, o “Fogo”, tem feito de uma maneira da hora, tendo até o lançamento do CD ganhado nota no principal jornal da City. O que tem lucrado mais são os shows com certeza, hoje em dia o CD virou mais um material promocional do que propriamente um produto para o grupo, mas às vezes os pingados que entra de CD ajuda muito, às vezes muito mesmo(risos). E um segmento legal que apareceu também, agora, mas que ainda estamos em fase de aprovação é de workshops em escolas – dar palestras sobre o Rap, desde a história, até como é feito um beat ou uma preparação para show. E temos alguns projetos que englobam o Rap como, por exemplo, uma loja online só com produtos do Hip-Hop paranaense, com foco no Rap curitibano que em breve deve estar no ar, e duas marcas de roupa, uma já lançada que é a “Cabrobró” que quem gerencia mais é o Gw e outra que ainda está em fase de ‘construção’. Além, também, de, no momento, estarmos um pouco devagar, mas planejamos voltar com produção cultural. E nós 3 estudamos com coisas que criamos interesse e utilizamos no Rap: o Ponthe está se formando na área de Design e o Raposo e o Gw acadêmicos de publicidade e propaganda. Então coisas que antigamente terceirizávamos hoje já fazemos nós mesmos desde vetorizar uma logomarca antiga até pensar estratégias de divulgação e marketing, isso de certa forma gera economia, o que na ponta do lápis é um ganho enorme!

ZonaSuburbana: No Rap nacional existe um eixo São Paulo – Rio de Janeiro que é sempre o centro das atenções, não só pelos grupos pioneiros formados neles mas por também ter formado um cenário social e cultural bem denso, que acaba como referência. É notável que, hoje, o Rap já chegou a todos os cantos do país e tem vários cenários locais em cada cidade. Pra vocês que são de Curitiba, Paraná esse eixo tem dificultado a expansão do trabalho?
São Nunca:
Dificultar na verdade é uma palavra muito forte, mas eu acho que o acaba gerando, na verdade, aquela velha história de que santo de casa não faz milagre, o artista de fora acaba tendo mais visibilidade e status se tratando da nossa cena local. Mas agora se sair de Curitiba você vê que não é tão difícil expandir o trabalho, um exemplo é a Karol Conká que não é do eixo e tem tido ótimos resultados, ou mesmo se espelhar na conceituada cena dos beats. Resumindo, a gente não se prende muito nessa questão e muito menos enxerga ser de Curitiba como um obstáculo, muito pelo contrário, temos orgulho e procuramos enxergar os pontos positivos e fortes da nossa cultura, que a cada dia se fortalece mais e ainda vai mostrar e gerar muita coisa pro Rap Nacional.

ZonaSuburbana: Falando nos beatmakers, o sul é uma região privilegiada. Na produção de “Santo Forte” são vários beatmakers que assinam as produções. O que já não houve “Neblina”, vocês vieram com Lucas Pombo e DJ MK nas bases. Por que a escolha de apenas dois produtores?
São Nunca:
(Risos) Olha boa pergunta, depois de “Santo Forte” a ideia era lançar um EP com 6 músicas, então como o Nel Sentimentum que era o nosso produtor antes teve filho e teve que deixar o Rap um pouco de lado por enquanto, a gente teve que correr atrás de um lugar pra gravar, e o MK foi a referência de mix e master que mais agradou, fomos ao estúdio dele pra conversar sobre o processo e pedimos pra olhar os beats que ele tinha, já saímos do estúdio com alguns beats num pendrive e selecionamos os 6, depois o Lucas Pombo apareceu com umas amostras sinistras e a gente não teve como não repensar o projeto (risos) o moleque tem muito talento!

ZonaSuburbana: Como vocês se organizam pra sincronizar as ideias de vocês em cada letra? Vocês se divergem na forma de pensar ou seguem a mesma linha de pensamento?
São Nunca:
Na verdade é bem raro a gente divergir, o que acontece na maioria das letras é a gente se reunir escutar o beat, pensar o tema e cada um escrever por si ou a gente leva o beat pra casa pensa um tema e depois passa aos demais pra pensarem sobre o assunto, ai cada um traz sua visão sobre o tema, o que dá a liberdade pra ter um pouco de cada um nas letras. E fora os refrões que geralmente escrevemos juntos, cada um canta a parte que escreve.

ZonaSuburbana: Quando se trata de um grupo é tudo um pouco mais difícil desde a hora de escolher os temas(as vezes alguém está mais inspirado, outro está sem inspiração) até a hora das apresentações (sempre tem o que é mais tímido, ou quem se desenvolve mais).  Vocês já tiram de letra essas dificuldades? Já aconteceu de quererem desfazer o grupo? E de alguém querer fazer carreira solo?
São Nunca:
Olha por enquanto não, um dos pontos fortes do São Nunca é a união, antes de ser um grupo de Rap somos amigos, com certeza como em toda convivência surgem conflitos e até por a gente viver muito o lado pessoal um do outro acaba gerando brigas, mas não por motivo de música, shows e etc.  Quanto à carreira solo talvez um dia possa surgir como projeto, ou de repente músicas solos, mas dentro de um álbum do São Nunca. O futuro a Deus pertence

ZonaSuburbana:  Quais são as pretensões pro novo trabalho “Neblina”? O que ele representa na carreira do grupo?  Vai rolar vídeo-clipe de algum som?
São Nunca:
A pretensão é disseminar o trabalho pelo Brasil, o principal projeto é sair de Curitiba, levar o CD até o mais longe que ele possa ir. Esse álbum representa uma fase de superação, até por isso o nome Neblina, porque a neblina remete a algo que dificulta a “visibilidade” mas antecipa o nascimento do Sol, que como figura de linguagem fala por si só. “Amanhã é outro dia a neblina trouxe o sol pra cá”
E quanto aos clipes a intenção é fazer o máximo possível, mas já estamos com algumas ideias pro “Enquanto Houver Amanhã” e “Aflordisiaca”

ZonaSuburbana: Agora que nós já conhecemos um pouco mais sobre o São Nunca, vocês podem deixar os contatos de vocês pra quem quiser acompanhar o trabalho
do grupo e também pra quem quiser contratá-los pra shows, comprar camisetas etc.

São Nunca:
www.SAONUNCACWB.com.br

ZonaSuburbana: Foi um prazer para nós entrevistá-los, espero que o trabalho de vocês seja próspero!
São Nunca:
Um abraço, obrigado pelo convite! E um salve a todos os leitores!!!

Aqui temos a faixa “Hipnose” presente no álbum ‘Neblina’, disponível aqui.

Por: Érika Dionísio

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