Home DiscosAlbum Em “Histórias da Minha Área”, Djonga conta histórias da área dele (e de todo Brasil)

Em “Histórias da Minha Área”, Djonga conta histórias da área dele (e de todo Brasil)

por ZonaSuburbana

Apesar dos danos
Sou história da minha área
Orgulho de onde eu vim

Os versos acima compõem o refrão de “Otro Patamá“, terceira faixa do novo disco de Djonga. Intitulado “Histórias da Minha Área, o quarto álbum de estúdio do rapper mineiro percorre por narrativas vividas por ele e por amigos próximos. Quando canta a história da sua área, o artista tem uma certeza: está contando as histórias de todas as áreas do Brasil. “Por mais que seja a minha perspectiva ali nas músicas, quem vem do lugar de onde eu vim vive as mesmas coisas, sejam elas boas ou ruins“, diz Djonga. Como já é tradição, ele lança o trabalho no dia 13 de março para provar que um raio pode, sim, cair de novo em um mesmo lugar.

Lembrando que nos anos anteriores, nesta mesma data, ele soltou os elogiados: “Heresia” (2017), “O Menino que Queria Ser Deus” (2018) e “Ladrão” (2019). Já disponível no YouTube, “Histórias da Minha Área” chega pelo selo Ceia Ent e com distribuição da Altafonte. O trabalho poderá ser encontrado nas plataformas de streaming a partir da meia-noite de domingo para segunda-feira.

Logo na abertura do disco, “O Cara de Óculos” traz a voz da cantora, compositora e atriz mineira Bia Nogueira, responsável por romper o silêncio com um trecho que serve de introdução para todas a vivências que serão relatadas ao longo dos próximos 35 minutos.

Com produção musical assinada por Coyote Beatz, “Histórias da Minha Área” explora novas estéticas na discografia do rapper mineiro. Além da liberdade que se propôs no processo criativo, Djonga também aponta o nascimento da sua filha, Iolanda, hoje com 4 meses, como algo que influenciou na sonoridade. Ele também é pai de Jorge, de 3 anos. “As crianças dão mais melodia pra vida da gente“, explica. Algo que fica bastante perceptível em “Procuro Alguém“.

O funk aparece como uma das inspirações dentro do disco. Em “Não Sei Rezar“, por exemplo, o refrão é embalado pelas batidas do gênero, que aparece também na excitação contagiante de “Mania“. Esta, inclusive, traz a participação de MC Don Juan, um dos nomes em evidência no meio.

Outros feats aparecem na ficha técnica do álbum. A rapper Cristal soma em “Deus Dará“, canção que retoma um dos princípios do disco “Ladrão, que é de levar as conquistas de volta para as suas origens. Na tiração de onda de “Gelo“, Djonga (o brabo tem nome, Gustavo) conta com a dobradinha NGC Borges e Fbc.

Todo Errado“, “Hoje Não” (assista ao videoclipe aqui) e “amr sinto falta da nssa ksa” completam a tracklist do trabalho. “amr sinto falta da nssa ksa” é a música que mais se descola do universo de “Histórias da Minha Área, talvez por já apontar um próximo capítulo que sai da caneta do contador de histórias Djonga, que optou por ser protagonista da sua própria narrativa, pegando a folha e mudando o roteiro.

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