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Dia Internacional da Mulher, saiba mais sobre o histórico 8 de março

por Thais Ribeiro

Dia 8 de março, dia internacional das mulheres!

Esta data cada vez mais busca retomar o sentido de sua origem e fundação, que estão muito além do floreamento comercial a qual foi instituída.

É uma data histórica que se relaciona não somente com a entrada da mulher no operariado no séc XVII, mas também com a organização do operariado feminino, o qual reivindicava por meio de greves e manifestações, melhores condições de trabalho.

Segundo estudos, a data faz parte de uma proposta de um  calendário anual de manifestações de mulheres operárias, sugerida na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, ocorrida na Dinamarca em 1910.

O dia foi proposto exatamente pela intelectual militante russa Clara Zetkin figura histórica do feminismo e nome de referência do socialismo soviético. O dia internacional das mulheres é muitas vezes associado ao fatídico incêndio na fábrica de tecido em Nova Iorque que ocorreu em 25 março de 1911, o qual dezenas de mulheres foram mortas carbonizadas. No entanto o 8 de março tem uma origem prévia de um ano, inicialmente comemorado no dia 19 de março e marcado posteriormente pela greve organizada por mulheres operárias no dia 8 de março de 1917, o que viria a ser o estopim da Revolução Russa.

A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) apenas em 1977 o qual estabelece 12 direitos das mulheres:

· Direito à vida;
· Direito à liberdade e a segurança pessoal;
· Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação;
· Direito à liberdade de pensamento;
· Direito à informação e a educação;
· Direito à privacidade;
· Direito à saúde e a proteção desta;
· Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família;
· Direito à decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los;
· Direito aos benefícios do progresso científico;
· Direito à liberdade de reunião e participação política;
· Direito a não ser submetida a tortura e maltrato;

Ganhar flores é bom, mas a cada ano, em resposta à crescente opressão e objetificação das mulheres, retrocessos políticos com relação à perda de direitos no Congresso, números alarmantes de violência doméstica e feminicídio, tem dado ao dia 8 de março uma nova e mais apropriada conotação. Pensar na nossa condição de mulher, lutar por direitos, pela igualdade de gênero e igualdade salarial, liberdade de ser e existir com respeito e dignidade, faz com que o 8 de março ganhe novos ares no sentido da construção de um movimento de conscientização, de luta e de mudanças sociais concretas, o que vem a fazer jus à sua origem revolucionária.

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