Home Editorial Afro-Memória: “O Massacre de Shaperville”

Afro-Memória: “O Massacre de Shaperville”

por Dj Abraão

AFROMEMÓRIA EU KING NINO BROWN ESTAREI CONTRIBUNINDO CADA MÊS UMA DATA IMPORTANTE PARA LEMBRAR DA LUTA DO POVO AFRO NO MUNDO,SEJA NA POLITICA,MÚSICA,ARTE,DANÇA,CINEMA,LITERATURA ETC…HOJE O DESTAQUE VAI PARA O MASSACRE DE SHARPEVILLE EM JOANNESBURG NA AFRICA DO SUL,INDICO TAMBÉM O FILME ASSASSINATO SOB CUSTÓDIA QUE DÁ BEM UMA IDÉIA SOBRE ESSE MASSACRE.

KING NINO BROWN – ZULU NATION BRASIL-CASA DO HIP HOP DE DIADEMA.

No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joannesburgo, capital da África do Sul, 20 mil AFRICANOS protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação especificando os locais por onde eles podiam circular. No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville.

UM DIA PARA LEMBRAR. UMA INFÂMIA PARA ESQUECER.

Em memória à tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte: “Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública”.

Segundo o ex-secretário geral da ONU, KofiAnnan, “desde os insultos nas escolas até as decisões de contratação ou demissão no local de trabalho, desde a cobertura seletiva dos crimes pelos meios de comunicação social ou a polícia, até as desigualdades na prestação de serviços públicos, o tratamento injusto de grupos étnicos ou raciais não só é comum nas nossas sociedades como é, frequentemente, aceito passivamente. É inegável que este tipo de racismo cotidiano subsiste. Mas é escandaloso que ninguém o conteste”.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – registrou em seu relatório anual sobre a discriminação racial no país que, para conseguir romper o preconceito racial, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. “Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação”.

“O tratamento injusto de grupos étnicos não é só comum como é aceito passivamente. É inegável que este tipo de racismo cotidiano subsiste. Mas é escandaloso que ninguém o conteste”.

King Nino Brown Zulu Nation Brasil

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